portland

Quando agendei minha longa viagem a San Francisco, resolvi que escaparia num final de semana para outra cidade. Inicialmente pensei em Los Angeles, mas confesso que ainda não fui picada pelo charme de LA, por isso convenci o casal de amigos, que viajaria comigo, em irmos pra Portland. A cidade fica a 2h de vôo e o fuso horário é o mesmo.

Afinal, por que Portland? Até cogitei em ir para Seattle, afinal eu fui fã confessa do grunge e a cidade teria muita história boa para contar pra mim. O problema é que eu teria apenas 3 dias e preferi mesmo ir para um lugar pequeno e só tinha ouvido coisas boas de Portland, que é hoje uma das cidades mais rock’n roll dos Estados Unidos. Uma cidade que tem o slogan “keep Portland weird” e o prefeito faz uma ponta na série mais divertida da TV, já é pra considerar. Portland é onde as pessoas já nascem hipsters, mas são bem simpáticas. Não me decepcionei. Portland está na lista das 5 melhores cidades para se viver no mundo, de acordo com o The Guardian. Foi lá que várias bandas que você ama se formaram, incluindo The Dandy Warhols. A música Bohemian Like You é nada mais do que a vida deles em Portland.

Portland abriga o novo e o velho, o pequeno e o grande, o moderno e o vintage. Tudo ao mesmo tempo e no mesmo lugar. Não há como não se derreter pela cidade. E ainda tem a vantagem de ser uma cidade barata com muita gente bonita.

Como warm-up eu mergulhei em Portlandia e a série de fato mostra bastante da cidade (e o lado legal). Chegamos lá numa sexta-feira à noite, depois de um vôo assustador da Alaska Airlines num turboélice, que nos entregou inteiros no que chamamos de “puxadinho” do aeroporto da cidade. Foi um espanto, pois descemos caminhando pela pista até a sala de desembarque, que tinha uma lanchonete e parecia uma rodoviária. O espanto porém foi ao sair dali e se deparar com um aeroporto super moderno, mas com um puxadinho exclusivo da Alaska Airlines.

Acabamos optando em ficar pelo Centro e escolhemos o Hilton, na 6th Avenue. É um Hilton mais modesto sem café da manhã ecom uma boa tarifa. Caso queira ficar no centro, super recomendo o Ace Hotel (tarifas a partir de US$ 140), que tem um café anexo fantástico, um ótimo cinema em frente, a Powell’s e  uma deli de lamber os beiços especializada em pratos com pastrami e um atendimento impecável, a Kenny & Zuke’s. Para os mais rock’n roll, o Jupiter Hotel é mais do que recomendado, que tem shows todos os dias e fica colado no Doug Fir, que tem uma das melhores agendas de shows da cidade e fica num canto bacana de Portland. Se eu voltar pra lá, é desse lado que fico. Ah, e não dá para esquecer das opções do airbnb, que tinha sido minha primeira opção.

A chegada já foi num rasante para um show da Sharon Van Etten, no Aladdin Theater. Na ida pra lá deu pra sacar que a cidade acontece do outro lado do rio que corta Portland. Foi um ótimo começo e a Sharon, diferente de outras duas vezes que eu a vi ao vivo, estava super desenvolta, falante e engraçada. O público era um dos mais atenciosos e ecléticos que já vi. Eram pelo menos 3 gerações diferentes e chegava a ser constrangedor conversar durante o show. Todos a olhavam completamente hipnotizados.

Alguns fatos sobre Portland:

Muita gente considera que é a melhor cidade para viver, mas ninguém consegue explicar o porquê. Eu fiquei muito pouco tempo lá para sentir qualquer coisa, mas a cidade é super agradável, charmosa, tem um dos centros mais bonitos que já conheci e as pessoas são educadas e atenciosas de um modo raramente visto. Dizem que o grande problema de Portland é que chove o tempo todo. Eu comprei um livro “This is Portland“, do Alexander Barrett, que morou na cidade por 8 meses. Ele afirma que é uma conspiração para que as pessoas não se mudem para lá. E avisa: Portland é uma cidade cheia de gente cool e gente cool não usa capa de chuva. Eles simplesmente tomam chuva. Ficamos 4 dias por lá e choveu apenas uma noite. Não deu tempo de saber se é uma conspiração ou se chove o tempo todo como Seattle.

Portland é a cidade que mais deve ter apelido no mundo. De acordo com a Wikipedia são 9 oficiais (?): City of Roses, Bridgetown (é incrível como tem ponte nessa cidade), Rip City, P-Town, Stumptown, Razorblade City, PDX, Little Beirut e Beervana, devido a quantidade de brewpubs (bares que produzem sua própria cerveja). Conversei com algumas pessoas que estavam visitando a cidade somente por conta da variedade de cervejas que possuem. Ou seja, se você ama cerveja, não tenha dúvidas, Portland é seu lugar.

Chuck Palahniuk é de lá e até publicou um livro sobre a cidade, com seus refúgios sobre a cidade, contados de um jeito que só ele poderia fazer (cartões postais e suas histórias). Se você decidir ir a Portland corra atrás do Fugitives and Refuges. Ele já abre o primeiro capítulo com uma frase da Katherine Dunn (autora do Geek Love): Everyone in Portland is living a minimun of three lives. Everyone has at least three identities. Para quem, como eu, tem no perfil do Twitter a frase “sou várias e às vezes todas estão no mesmo lugar”, imagina o quanto essa frase dela não me faz tremer?

Portland é a cidade das bikes e tem lojas incríveis. O melhor que se tem a fazer é alugar uma bike e sair pedalando. Provavelmente a cidade tem pelo menos 1 bike por habitante. Portland também é a cidade da barba. Todo mundo tem uma… pelo menos os homens. Em Portland é possível ir ao cinema pagando 3 doletas por um filme. E a cidade comporta mais strip clubs do que qualquer outra nos EUA (ganha de Las Vegas, já que Portland é a cidade americana que tem mais strip clubs per capita).

Onde ir:

O Centro abriga grandes marcas como Apple, Kate Spade, H&M, Coach, Macy’s, Nordtstrom, etc., mas não é lá que a parte mais interessante de Portland acontece, apesar de abrigar alguns lugares incríveis como a Powell’s Book, a maior livraria independente dos Estados Unidos. A loja tem nada mais do que 5 andares só de livros com uma recomendação na entrada para baixar o app com o mapa do local para não se perder. Não é uma big loja com uma boa parte dedicada aos livros, é uma grande loja de livros com tudo que você possa imaginar. Eu fui e voltei lá umas 3 vezes em 4 dias. Há uma área com destaques para novos escritores e é incrível perceber que a maior parte deles são de Portland. São 6 lojas espalhadas na cidade (uma no aeroporto), mas a central é de tirar o fôlego para apaixonados por livros com mais 1 milhão de livros. É parada obrigatório mesmo aos mais desligados.

É no Centro também (perto da Powell’s) que fica a W+K, uma das agências de publicidade mais legal do mundo. Vale a visita, pois a agência abriga uma galeria e é aberta para visitação do público. Depois de lá, dê uma passada no Whole Foods, ao lado, para um café.

Em Portland também há muito food trucks espalhados. Caso curta comer na rua (e é sempre uma boa pedida nos Estados Unidos), confira sempre o site oficial que mostra onde tem caminhões funcionando. O casal de amigos que viajou comigo ama Anthony Bourdain e chegaram a ir atrás do caminhão de sopa que ele indicou no programa (e conseguiram no segundo dia de busca). Aproveitem e confiram o vídeo do Bourdain com o Chuck Palahniuk:

Já na parte antiga da cidade tem alguns ícones de Portland como o Voodoo Doughnut, com donuts por 1 doleta e uma fila de 1 hora, mas desencane porque a experiência é ótima e é possível conhecer um pouco da cidade só de ficar na fila. É ao lado que fica o famoso muro com a frase “keep portland weird” e Portland é de fato “weird”. É por ali também que rola a feirinha de rua  ”Saturday Market“, além de ter o outro símbolo da cidade (que abre esse post) a uma quadra. Apesar do nome, a feira rola aos sábados e domingos.

Caminhando do centro pra essa área, há várias lojas escondidas que mesmo que você não saiba do que se trata, eu recomendo: ENTRE! Sempre haverá uma boa surpresa como a Floating World Comics, que mesmo sendo pequena, dá para ficar horas lá dentro. E, se der tempo, dê um pulo no Chinese Garden e não saia sem tomar um chá que vem acompanhado de uma cerimônia bem bonita. MAS só vá mesmo se tiver tempo….

Também caminhe a partir dali pelo Waterfront Park, se possível de bike. Percorra até alcançar a Hawthorne Bridge e atravesse a ponte a pé. É uma boa caminhada até alcançar a parte agitada da Hawthorne Boulevard, mas vale a pena, pois há várias lojinhas ótimas de bicicletas, brechós, design, cafés até chegar lá. Nem todos curtem muito essa parte da cidade, achando que ela é overrated. Pra mim que tudo era novidade, eu curti…. aliás, tem uma Powell’s lá também, além de bons restaurantes e uma loja incrível de discos, a Jackpot Records, onde achei uma caixa, aparentemente rara, do Big Star.  Aproveitando que está por ali, já procure pela Belmont Street, que alguns dizem ser mais bacana (não deu tempo de ir, mas vá e me conte).

A rua que me pegou de jeitinho foi a Alberta Street, que é só tem lojas que esbanjam charmes e tem  um foco grande em artes, com pequenas galerias e lojas com uma curadoria rara de se ver. Parada obrigatória: Ampersand Vintage, uma loja-galeria pra lá de minimalista com uma seleção de livros, fotografias e objetos de morrer.

Caso dê tempo, vá dar um passeio no aerial tram (já do lado do centro), que oferece uma vista espetacular da cidade e ainda te deixa dentro de um hospital com cara de série americana. O aerial tram foi construído como transporte público para ir ao hospital, que fica no alto do morro, mas acabou virando atração turística pela vista que proporciona. O bairro residencial que se esconde atrás da estação até causa uma pequena vontade de escapar para Portland para morar uma temporada por lá.

Há muito pra se ver em Portland, para se comer, para se beber, para curtir, para ouvir, para assistir, para contemplar… mas vá com tempo, a cidade merece! Eu tive apenas um sample do que Portland pode me oferecer e o que eu trouxe na mala foi, Portland é a cidade onde os jovens americanos querem se aposentar, mas a cidade é bem jovem.

Keep Portland weird não poderia definir melhor um lugar.

*agradecimentos especiais a Dani Valentin, Gus & Déia. Comecei também uma lista no foursquare de lugares para ir, incluindo bons brewpubs.

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Comecei a segunda parte sobre SF há bastante tempo (logo após ter publicado a 1ª), mas já mudei totalmente de ideia sobre o que eu ia falar. Foram 30 dias (divididos em 2 partes) “vivendo” em San Francisco, uma cidade pela qual eu me apaixonei e hoje falo com convicção que moraria lá caso tivesse uma oportunidade bacana (mas eis que tenho a Remix, minha filha mais jovem, a qual eu não posso largar).

Não tem como falar sobre San Francisco sem falar sobre a simpatia local. Se San Francisco é uma cidade que vive de serviço, ela sabe muito bem como tirar o melhor disso. Não teve um lugar sequer que eu tenha sido mal atendida, ao contrário, o atendimento sempre foi impecável independente do tamanho do lugar que estava, podendo ser um bar, um restaurante, uma balada, um museu, um shopping.

Há uma única coisa que chama a atenção na cidade, é a quantidade de homeless, mas eles nunca vão mexer com você. Isso tem a ver com o clima da cidade e o fato deles terem um salário pago pelo governo e a opção de morar na rua, que é uma escolha deles.

Em um mês eu pude ir a muitos lugares e seria difícil enumerar todos aqui, então seguem meus cantos favoritos que eu super recomendo. Porém, San Francisco sempre esconde uma boa surpresa pra todos em qualquer esquina, então não deixe se levar apenas por guias, entre em portinhas pequenas e se delicie com lugares que não estão neles. Eu me deleitei várias vezes com descobertas inusitadas.

Resolvi começar essa segunda parte com meu bairro favorito de San Francisco, Mission. O NYTimes até publicou um guia para passar 36 horas no bairro, pois coisas pra fazer lá não faltam.

Eu me diverti bastante por Mission que tinha tudo que queria ao meu redor. E na maioria dos lugares que fui, geralmente sozinha, sempre tinha gente pra jogar conversa fora comigo. Isso é bacana, você não precisa ficar amigo das pessoas, às vezes você só quer alguém pra conversar.

Inicialmente eu morei perto da 24th e depois fiquei na 17th, ambas pro lado da Folssom St. Para quem curte uma badalação (ou até uma vida calminha), Mission é o canto certo com tamanha diversidade e programação que oferece.

Mission é um bairro pouco explorado por turistas, de dominação latina (costumamos brincar que ao entrar na Mission Street, é necessário mostrar o passaporte, assim como o meu espanhol vai voltar tão bom quanto meu inglês), mas a definição do Wikipedia mostra muito bem o que é o bairro atualmente:

Following that decade in the late 1990s and into the 2010s, and especially during the dot-com boomyoung urban professionals, to twentysomethings and thirtysomethings living the hipster lifestyle moved into the area, initiating gentrification, and raising rent and housing prices, with a number of Latino middle-class families as well as artists moving to the Outer Mission area, or out of the city entirely to the suburbs of East Bay and South Bay area. Despite rising rent and housing prices, many Mexican and Central American immigrants continue to reside in the Mission, although the neighborhood’s high rents and home prices have led to the Latino population dropping by 20% over the last decade. Most recently, the Mission has a reputation of being edgy and artsy.

Hoje é o canto trendy de San Francisco com ruas cheias de lojas (das mais comuns às mais estranhas), galerias, cafés, bares, teatros, cinema e restaurantes bacanas. Opções por aqui não faltam e é onde rolam as noites mais badaladas da Bay Area. Tudo é muito estiloso, incluindo as pessoas…. se vier a SF, mesmo que seja por um final de semana, precisa bater perna na Valencia St. e fazer um picnic (mesmo que às pressas) no Dolores Park, que proporciona uma vista incrível da cidade (leva uma garrafa de vinho para acompanhar o passeio).

Outra coisa super bacana no bairro são os grafites, que estão espalhados por todos os cantos, inclusive alguns bem mexicanos que se diferenciam bastante. Pegue a câmera e vá bater perna, se enfiando em ruelas quase sem destino.

A passagem obrigatória para quem curte grafite é a Clarion Alley (o beco do Batman de SF), que é praticamente uma galeria de arte a céu aberto que fica entre a Valencia St. e Mission St., próxima a 17th Street. Leia mais sobre o projeto aqui.

Lugares pra comer:

Um dos restaurantes que entrou pra minha lista de favoritos, foi o Beretta, que é super descolado, bacana, pequeno e aconchegante, porém está sempre lotado, por isso reservar mesa é obrigatório. Ele fica em Mission, na 1199, Valencia Street, próxima à estação 24th, Mission, do Bart. Os drinks são incríveis, assim como os risotos, pizzas e entradinhas. Também é uma ótima pedida para um demorado brunch nos finais de semana. Ah, e não esqueça, estando em San Francisco, ter uma mimosa acompanhando o brunch é essencial. O único lapso que me ocorreu por lá foi pedir “2 mimosas” e vir “2 meat balls”…. hehehehehe… e claro, uma noite em que não reservei mesa e esperei por 1h30, mas os drinks são ótimos, então você curte como bar na ausência de uma mesa pra jantar.

O Mission Cheese é outro restaurante gostoso, pequenininho e charmoso, com uma boa seleção (mas pequena) de vinhos e cervejas, além de sanduíches de lamber os beiços. Fica na 736, Valencia Street. Eu sempre dava uma parada por lá no final do dia para tomar um vinho e beliscar alguma coisa. Tem mesinhas na área externa que valem super a pena (mas são disputadíssimas) em dias de tempo bom.

Para quem curte crepes, eu recomendo The Crepe House, que tem uma seleção divida de crepes super bem servidos e ainda com acompanhamento, além de ter wi-fi gratuito, bons vinhos, cerveja e comidinhas diversas com preços acessíveis. Ele tem uma área externa ótima para dias ensolarados e famintos. Eu geralmente ia pra lá no final do dia pra trabalhar e só saía quando estava prestes a fechar, porque além do ótimo wi-fi disponível, tem também tomadas.

Um restaurante que descobri por acaso foi o Loló (desconsiderem o nome), que explora a cozinha mexicana mas saindo um pouco do tradicional e sempre utilizando ingredientes frescos. Comi por lá um dos melhores ceviches da minha vida acompanhado de um ótimo vinho. O atendimento é impecável, tem também bons vinhos e drinks. Fica na 3230 22nd Street. Uma deliciosa pedida pra jantar numa noite mais quente em grupo pequeno ou a dois.

O El Toro Taqueria é baratíssimo e super simples, mas os tacos e quesadillas são deliciosos. É lugar pra um comer rápido quando a programação não é O jantar. Outra taqueria imperdível (e bem barato) na região é a La Taqueria, que fica na 2889 Mission Street. Os dois são lugares pra sentar, comer e ir embora, nada mais justo quando a noite nos oferece programas mais extensos (shows, por exemplo, que sempre tem em SF).

Para almoço o meu lugar favorito é a Wise Sons Jewish Delicatessen, que fica na 3150, 24th Street, pertinho da estação 24th Mission, do Bart. Só fique atento aos horários e prepare-se para a fila, mas vale cada minutinho. Para quem adora pastrami, esse é o lugar. Vale também uma escapada lá para um brunch (aproveita e depois toma um café no Philz Coffee). Se estiver sozinho, sente na mesa coletiva porque a chance de alguém puxar papo com você é alta.

Quem curte um programa diferente não pode deixar de fora o Foreign Cinema, que reúne gastronomia & cinema. Eu marquei touca e não fui, mas lamento profundamente. Tentamos reservar em cima da hora, mas como o grupo era grande, dançamos. Ainda assim, todos os amigos que foram elogiaram a cozinha e, olhando no site, os filmes são sempre bem selecionados.

Lugares pra comprar:

Para quem curte música, vale fazer uma visita a Aquarius Records, a loja independente de discos mais antiga de SF, fundada em 1970. A loja traz uma seleção impecável de álbuns de artistas dos mais diversos estilos, todos acompanhados com resenhas. A loja fica na 1055 Valencia St. Os funcionários tem um conhecimento profundo sobre tudo que vendem ali, então é um ótimo lugar pra descobrir novas sonoridades escolhidas com muito bom gosto.

Afterlife Boutique é um brechó fofo com roupas bem selecionadas e em ótimo estado, também com acessórios incríveis feitos por designers locais. Fica na 988 Valencia St.

Eu super recomendo a Therapy que é dividida em duas lojas, uma de roupas & acessórios e a outra com móveis e design pra casa (a lágrima cai porque não dá para trazer os sofás incríveis que eles tem). A loja tem um aspecto de brechó, mas as peças são novas na maioria e com preços bem acessíveis. Tem uma área de segunda mão com bolsas, acessórios e sapatos. E ainda tem um monte de poster de show de banda. Dá vontade de levar tudo. Veja o site e já vai ter uma noção do que te espera por lá.

Uma das minhas livrarias favoritas é a Dog Eared Books, super pequena e charmosa com uma ótima seleção de livros, vende novos e usados e tem uma agenda legal de eventos. Tem também a seleção feita pela equipe da livraria, que vale sempre dar uma espiada.

Para quem curte fotografia, em especial analógia (e lomos), tem que passar na Photobooth, também na Valencia St. A loja tem câmeras e acessórios para vende, mas a grande função dela é como galeria e ponto de encontro de amantes de fotografia, inclusive promove workshops e passeios fotográficos gratuitos (só não pode levar a câmera digital).

Deixe de lado seu lado puritano, caso o tenha, e passe na Good Vibrations. O que mais me comove fora do Brasil é que sex shop não tem aquela cara de lugar proibido, ao contrário, é sempre uma loja bem sinalizada, iluminada e bem frequentada. O atendimento é ótimo, especialmente se você precisar de dicas do que comprar. Os preços são bem acessíveis e ah, um ótimo lugar para comprar presentinhos tanto para as meninas quanto para os meninos.

Já para as crianças (pequenas e grandes como nós), a Paxton Gate é a melhor parada. São duas lojas, a Paxton Gate’s Curiosities for Kids, focada em brinquedos bem criativos e curiosos para crianças, e a Paxton Gate focada em taxidermia. As duas são bem curiosas e ficam bem próximas.

Para quem curte bicicletas (quem não curte?), a Mission Bicycle tem bicicletas lindas de morrer, acessórios e roupas, além de poder montar/customizar a bike do seu jeito. Vale a visita nem que for só pra sonhar, mas a dica é que dá para trazer bike pro Brasil, porém é necessário consultar a cia. aérea pra ver as condições. A maioria não cobra, pois dá para trazer como a 2ª bagagem, mas lembrando que acima de US$500 é cobrado imposto na entrada no país.

Quem for esticar a noite e quiser termina-la num bar, as dicas são Elbo Room, que tem shows ao vivo ou DJ, além de uma boa seleção de cervejas e servidas bem geladas. O Shotwell’srola com um jukebox com uma mesa de bilhar. Se preferir mais diversão, vá para o Martuni’s (que já tá no SOMA, mas é relativamente perto de Mission, inclusive dá pra ir a pé). O Martuni’s é um piano bar karaokê com direito a um público a la American Idol, que vão lá para soltar a voz e ser aplaudido, muitas vezes em pé. E não se acanhe, porque qualquer um pode cantar.  O atendimento é fantástico e os drinks são incríveis.

Martuni's

Além das dicas acima, é como eu falei no início do post, Mission oferece uma variedade incrível de lojas, bares, artes, restaurantes e cafés. Vale explorar, se perder entre as ruas, tanto indo para o lado da Mission St. quando para a Guerrero St., pois o que não faltam são preciosidades nas ruas que vão cortando Mission. Dêem uma conferida nesse blog só sobre Mission, que é bem bacana. E conheça o projeto The Mission Map Project.

sanfrancisco

É muita pretensão eu afirmar que o “meu melhor de San Francisco” é “o melhor”, mas muito do “melhor” com certeza está no meu “melhor”. Vim para SF pela primeira vez no ano passado, justamente para aproveitar o carnaval que seria uma semana antes do SXSW.

Vim passar uma temporada um pouco mais longa para experimentar a cidade, dar um UP no meu inglês macarrônico (obrigada Ci Intercâmbio por todo apoio incrível) e, claro, fazer alguns contatos interessantes. Tenho tentado explorar a cidade aos poucos, já que tenho tempo (que está acabando) suficiente para dar uma boa rodada na cidade.

Aí me deparei com um problema nessa empreitada: me apaixonei pelo bairro onde aluguei um estúdio pra lá de charmoso e mal consigo sair daqui. Nada melhor do que você achar seu canto e se sentir em casa, mesmo estando muito longe dela.

Quando decidi vir pra cá, dei uma pesquisada nos bairros para ver o que mais tinha a minha cara. Todos os amigos que moram aqui, assim como os fóruns que eu consultei, foram taxativos: fique em Mission. Obrigada a todos pela dica, não poderia ter sido mais assertiva.

Dicas básicas:

Ao chegar na cidade vá a uma T*Mobile e compre um chip. Ter acesso a dados facilita bastante a vida, já que o Google Maps, por exemplo, te dá todas as informações que precisa de como ir a qualquer lugar, incluindo roteiros com transporte público (tem até os horários) ou bicicletas. O chip para utilizar por um mês com ligações e plano de dados ilimitado, custa US$ 50,00. Só não esqueça de verificar se o seu celular é bloqueado (desbloquear atualmente é algo bem simples).

Baixe o app Transporter, que traz todas as informações sobre transporte público da cidade, com as linhas, horários, trechos/pontos percorridos, além de ter o mapa da cidade para ajuda-lo a se virar. Lembrando que “muni” é o ônibus; “bart” é o metrô e “metro” é outra linha de metrô; cable car é aquele bondinho que atravessa a cidade (custa US$ 6,00 a viagem, mas vale por um período X marcado no ticket). Caso vá ficar uma temporada mais longa (um mês) vale comprar o passe, que custa cerca de US$ 70,00, para andar sem se preocupar de muni, cable car e bart. Outra coisa: o muni só aceita pagamento em dinheiro e trocado. Cada viagem custa US$ 2,00 e você precisa ter 2 notas de U$1. O bilhete comprado vale por algumas horas, então basta olhar o último horário que aparece nele e durante esse período, é só apresenta-lo ao entrar em outro muni.

Para comer o que não falta são bons lugares, mas atenção: não deixe de reservar uma mesa, porque elas são concorridas. A maioria dos restaurantes estão cadastrados no Open Table e fazer a reserva é bem simples.

Algo que é levado muito a sério nos Estados Unidos, é o Yelp, que é um ótimo parceiro de viagem. Não há um lugar sequer que eu tenha ido, que eu não tenha dado uma espiada nas resenhas e dicas. Raramente me decepcionei, então não deixe de baixar o app. Eles utilizam o foursquare, mas para dicas a boa pedida é o yelp.

Gorjeta é algo implícito, mas obrigatório. A maioria dos lugares não incluí na conta, mas é de bom tom incluir no pagamento. A gorjeta varia entre 15 e 20%, incluindo taxi. Quando o grupo for grande, eles já incluí na conta, então vale sempre conferi-la.

Os lugares que estão no guia e merecem uma visita:

SFMOMA: imperdível, com uma agenda de exposições sempre bem selecionadas e a visita já começa do lado de fora, pois o prédio já é um show a parte, assinado pelo Jensen Architects. Sabia que “Fountain“, do Marcel Duchamp e “The Nest”, da Louise Bourgeois, é da coleção do museu? MAS o meu favorito é o No. 14, do Mark Rothko, que eu fiquei um bom tempo sentada em frente a ele na mera contemplação e encantamento. Duas dicas boas: a 1ª terça-feira do mês a entrada é gratuita e toda quinta-feira, o museu fica aberto até às 20h45, então o ingresso a partir das 18h fica pela metade do preço (valor inteira US$ 18 // meia US$ 9, ou seja, uma boa economia pensando em dólares).

O museu abriga um café e um restaurante delicioso (que até vale uma parada para uma saladinha e uma taça de vinho), com vista para o Yerba Buena Gardens, além de uma loja daquelas que a gente quer levar tudo. A MuseumStore tem uma coleção incrível de livros de arte, design, arquitetura, fotografia, além de uma bela lista de objetos de design. E não deixe de visitar o jardim que fica no “telhado”.

E claro, estando ali, tem que caminhar pelo Yerba Buena Gardens, que é lindo e tem uma vista para o SFMOMA de tirar o fôlego (a mais bonita e completa). No verão o parque fica lotado e é puro deleite deitar na grama com um bom livro a tiracolo.

Os dois ficam na área central da cidade, então dá para gastar um dia inteiro ali passando pelo SFMOMA (uma manhã vendo exposições e almoçando por lá) passear pelo Yerba, depois conhecer o lindo Contemporary Jewish Museum, que abriga exposições bem interessantes.

Union Square – não tem como fugir, afinal é um dos marcos da cidade. Para ter uma vista bonita da praça, suba no Cheescake Factory, que fica no último andar da Macy’s. O lugar é cheio de turista, mas vale a pena parar lá para um drink e tirar umas fotos, inclusive a comida é gostosinha, o atendimento é bom (aliás, o atendimento em SF é primoroso, mas não esqueça da gorjeta de 15 a 20% para tudo: cafezinho, cerveja, táxi, etc). Caso fique lá para beliscar alguma coisa, peça uma mesa no terraça, assim terá a vista da cidade que é incrível.

Ao redor da Union Square ficam todas as lojas tradicionais como H&M (tem 2 no Centro), Urban Outfitters, Apple Store, Forever 21 (alguém gosta?), Ted Baker (uma marca inglesa que eu amo!!! não é das mais baratas, mas tem coisas lindas e os jeans são incríveis). Confira a lista das mais cotadas no Yelp (aliás, se vier para cá, já instale o Yelp no celular, porque as pessoas usam muito, é super funcional e tem salvado minha vida em alguns momentos).

Depois dê uma escapada e vá em direção ao Embarcadero (vai a pé porque o passeio é super agradável), onde fica o Ferry Building, que é o mercadão de SF colado no mar com vista para a Bay Bridge. Se for viciado em café, não deixe de pegar um na Blue Bottle Coffee. Se a fila o fizer desanimar, pegue uma cerveja e sente do lado de fora para contemplar a vista.

Para jantar no Centro, opções não faltam… mas ficam duas: o Farmebrown ou o Cafe Claude (francesinho delicioso onde comi o melhor stake tartare da minha vida).

Para um brunch no Centro, eu recomendo o Cafe de La Presse, que atende tanto aos ávidos por um café tipicamente americano quanto para quem quer fugir dele. Aí minha recomendação é o croque, que é de lamber os dedos. E claro, para acompanhar peça uma Mimosa (champagne com suco de laranja), assim já começa o dia pra lá de relaxado. O café fica bem em frente ao “portal” de Chinatown, então já vale escapar e bater perna por lá.

No Centro algo que é obrigatório, é pegar o bonde que sobe a Powell Street em direção ao outro lado da cidade. Custa 6 doletas e a fila costuma ser gigante, a dica é: não fique no ponto final, que é na Powell St. com a Market St. Suba um ponto (em frente a H&M) e pega lá. E claro, vá do lado de fora, seja pendurada ou colada na gradinha dos fundos, afinal a vista da cidade de dentro do bondinho é demais. Só esse passeio já faz qualquer um ficar de quatro por SF. Já aproveita e pega o Powell-Hyde e vá ver a Lombard Street, que tem uma das partes mais íngremes da cidade e acabou virando um marco da cidade. Caso esteja em Chinatown, rola pegar lá também.

 Passeie na Lombard Street e vá andando até o Fischerman’s Warf. Alugue uma bicicleta por lá e encare o melhor passeio de bike que a cidade oferece: do Fischerman’s Warf até Sausalito, cruzando a incrível Golden Gate (passeio obrigatório!!). Esse passeio leva meio dia ida-volta (vai de bike e volta de ferry, são cerca de 16km pedalando), por isso o ideal é ir por volta das 13h no máximo, pois o último ferry sai de Sausalito às 18h45 (e prepare-se, pois na volta vai rolar uma boa pedalada para entregar a bike, mas juro que vale a pena) e o passeio vale ser feito com calma, parando no café próximo a Golden Gate com direito a visualizar a ponte debaixo, depois subi-la e parar para uma merecida cerveja em Sausalito. O aluguel da bike + ferry sai por volta de US$ 43,00 (bike simples).

As dicas aí de cima são todas básicas e “must to see” se vier a San Francisco (ah, menos Union Square, mas todo mundo vai cruza-la de qualquer jeito). Eu recomendo o guia da cidade, que tem várias dicas bacanas e convencionais, mas também muita colaboração de usuários, vale ficar mesmo de olho nelas. Para quem ama Alfred Hitchcock, dá uma olhada no tour nas locações de Vertigo (aí pode pular Union Square e Nob Hill, que faz parte do tour).

Logo mais eu subo a parte II, aí com lugares menos convencionais (mas a maioria aí em cima vale a pena conferir, é tudo incrível, afinal San Francisco é uma cidade incrível que dá vontade de ficar aqui pra sempre).

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Eu sempre reclamei da falta de shows, aí São Paulo começou a receber uma avalanche que eu mal dei conta, mal tive energia, mal tive dinheiros para bancar tudo. Dá aquela dorzinha de não ir, mas de repente você começa a ser seletiva, afinal você tem opção, coisa que não tínhamos até pouco tempo atrás.

Em San Francisco, obviamente, a situação piora, afinal toda banda é vizinha. Ou seja, se quiser você tem show praticamente todos os dias pra ir.

Eu consegui ir a alguns em menos de 2 semanas de estadia, enquanto tento me controlar, afinal logo mais chega o SXSW e vem aquela overdose de shows, que me deixa com um bodinho temporário (só para dar uma descansada). Enquanto a overdose não vem, a gente vai indo em shows que de bandas que a gente gosta, mesmo que ela não esteja fincada no fundo do coração. Show é sempre bom, eu fico feliz, meus olhos brilham e eu não penso em mais nada além do que está ali, rolando no palco.

Tudo isso só pra dizer que hoje eu vou assistir ao show da EMA, que eu ouvi pela primeira vez depois que a Gaía comentou sobre ela no GooMTV. Na época eu curti tanto que até escrevi a respeito da moça na Noize. Aproveito e publico o texto na íntegra aqui para quem ainda não sabe de quem se trata.

Se estavam faltando divas atuais do rock, Ema surgiu para preencher essa lacuna. Desde PJ Harvey, sua principal referencia, ninguém me pegou desse jeito. Impossível não se deixar seduzir pela voz crua e doce de Erika M. Anderson, conhecida como Ema.

A loira andrógina de 28 anos com cabelos a la Thurston Moore, surgiu há pouco tempo, mas não demorou para chamar atenção. Também pudera, o seu primeiro álbum “Past Life Martyred Saints”, é um dos melhores que ouvi esse ano. Recheado de referências como Cat Power, PJ Harvey e Sonic Youth, você já se derrete com “Grey Ship”, uma das canções mais belas do álbum, nos remetendo ao mesmo clima de “Dry”, da PJ.

Se ainda assim você ficar com dúvidas, ouça o cover incrível de 16 minutos que ela fez de “Kind Hearted Woman Blues”, do Robert Johnson. É de arrepiar a nuca:

Aproveita também e assista ao clipe da música Marked para sentir o poder da moça:

E depois eu conto como foi o show, que vai ser na festa Popscene, aqui em SF, num lugar minúsculo, ou seja, vai dar pra vê-la de pertinho.

cafe

Todo mundo fala que não há café melhor que o do Brasil, pode até não ter mesmo, mas mesmo em São Paulo não é tão simples conseguir um expresso incrível. Há lugares no mundo que é mais difícil ainda, mas há cidades em que além de encontrarmos bons cafés, encontramos-os em lugares que esbanjam charme.

Nesse momento estou num café pra lá de charmoso, localizado em Mission, o Seven Eighty (780 Valencia Street, Mission), que fica num antigo galpão com pé direito altíssimo, luz intimista e várias mesas comunitárias, além de servirem um ótimo café (da Blue Bottle Coffee), drinks não-alcóolicos (como o mojito de pepino que estou tomando nesse momento) e de vez em quando ter pedaços de pizza servidos na mesa para experimentarmos. Serviço de primeira.

Em San Francisco a cultura do café é levada a sério. Além de ter um café em cada esquina, mesmo nas mais remotas, alguns tentam inovar na hora de servir. A maioria serve expresso, mas sinceramente vale a pena experimentar os outros cafés, de países diversos, feitos das mais diversas formas. Cafés como o que não achamos no Brasil. Quer café coado? Tem. Quer ele bem forte? Tem também.

Nessa minha temporada por aqui, o que eu mais tenho feito é experimentado cafés sempre que possível. Aí vai uma seleção dos que eu fui e gostei:

Philz Coffee – fica na 24th Street, em Mission, mas também é possível acha-lo em outros locais. Era meu vizinho na minha primeira semana aqui em SF e logo virei habitue do local. Eles possuem cerca de 20 tipos de grãos de café de vários lugares do mundo. O lugar é bem rústico com um tom exótico. São algumas mesas comunitárias, sofás e bancos, espalhados entre plantas. O serviço é primoroso, os atendentes são super bem-humorados e atenciosos, inclusive quando você tem dúvida, rola quase uma entrevista para ele saber qual é o café que provavelmente você vai curtir mais. Além disso, o lugar é bem democrático. Tem modernos, hippies, vô, vó, etc. Também possui wifi gratuito sem limite de tempo. Em 2010 foi considerado o melhor café pela SF-Weekly. Vale dar uma conferida no site e assistir a entrevista feita com o fundador do lugar, o Philz Jaber.

Blue Bottle Coffee – a primeira vez que parei lá para tomar um café, foi muito mais porque me apaixonei pelo logo. Eu estava andando no Ferry Bulding e vi uma fila enorme para comprar um café. Resolvi encarar: marca bonita e fila, então o café deveria ser bom. Na loja onde fui, só vende café para “levar”, pois não há mesa para sentar. Eles possuem café de diversas nacionalidades e orgânicos, além de ter também filial em NY (Williamsburg), Oakland, Berkeley e algumas espalhadas aqui por SF. Para quem adora um bom café, é parada obrigatória. Além do café, eles vendem o filtro de cerâmica com o logo, que é lindo de morrer, além de um livro sobre café e cafeteiras diversas. Se quiser apreciar com mais calma e degustar brioches, vá na loja na Mint Plaza St. Se preferir um expresso, é só pedir porque tem também (foi o que eu tomei).

Stable Cafe – esse fica escondido na Folsom Street, em Mission, e achei por acaso. O lugar é bem clean, moderno e com um bom serviço. Também tem wifi, mas fecha cedo: às 16h. Para quem prefere ficar ao ar livre, eles possuem um jardim delicioso que dá para passar horas tomando café em dias ensolarados. A boa pedida são os paninis, o de abobrinha com queijo de cabra é de lamber os beiços e todos vem com saladinha verde. O expresso é bem tirado e bem forte. No domingo servem brunch, mas encerrando às 14h.

foot by Liz

Ritual Coffee Roasters – apesar de grande, sempre tem fila na porta para comprar o café. O lugar é bem movimentado, inclusive com pessoas que passam horas por lá trabalhando (atenção: tem wifi, mas não tem tomada), estudando ou falando alto com turma de amigos. Eu virei assídua e vou sempre de capuccino, mas o expresso está na lista dos melhores. Tem duas lojas em SF, uma em Mission e outra na Bay Area.

The Grove – não é exatamente um café, mas um lugar para um bom brunch. Fica na Marina, é bem frequentado e vive lotado. O atendimento não é primoroso, mas o cafe latte é bem saboroso. Porém a boa pedida por lá mesma fica por conta das comidinhas, todas saborosas. E claro, se for com calma, peça uma mimosa ou um suco de laranja (sim, eles tem um suco de laranja surreal de bom e servido num copo que mais parece uma jarra). Se o dia estiver ensolarado, pegue uma mesa na calçada para ficar só contemplando o movimento. O wifi é de acordo com o consumo, a cada US$ 5, você tem direito a meia-hora de acesso.

Tartine Bakery & Coffee – um dos lugares mais concorridos para um café da manhã em Mission. A fila na porta costuma ser grande boa parte do dia, mas vale a espera. Eles tem o melhor pão e croissant da região e o cheiro é matador. O lugar é pequeno, não tem wifi e qualquer pedida vai ser sem arrependimento. Às 5h da tarde sai a fornada de pão e o melhor horário para passar por lá, mas se passar pelo brunch, estique depois no Dolores Park, que é ao lado. Parada obrigatória para quem vem a SF.

Fourbarrel – também fica na Valencia St., em Mission. É o paraíso de quem adora café, seja ele do jeito que for, com uma variedade imensa de grãos, também disponíveis para levar para casa. Além disso também servem comidinhas e é lugar para passar horas com os amigos, com o computador e com uma xícara de café ao lado. Com certeza um dos melhores cafés da cidade e como não poderia ser diferente, movimentadíssimo. Tem wifi.

Isso é apenas uma amostra dos deliciosos cafés que tem espalhados pela cidade…. a minha torcida é para que nesse crescimento desenfreado por qual São Paulo está passando, surjam espaços mais sociais como os cafés que tem por aqui, em que seja possível você ter espaço para trabalhar, fazer contatos e ainda tomar um bom café.

Atlas_Sound_by_Mick_Rock_2

Sempre que vou viajar, eu dou uma boa zapeada no Songkick e outros sites para ver os shows que irão rolar nos lugares para onde vou. Tive sorte na minha primeira semana aqui em San Francisco, pois estava rolando o “Noise Pop Festival“, que reúne música, cinema e artes, acontecendo em diversos lugares da cidade. O grande nome dessa edição foi Flaming Lips, que eu soube tarde demais e já tinha tido os ingressos esgotados.

Consegui, porém, ingresso para o concorrido show do Atlas Sound, que a Ana Laura insistiu para eu ir. Além disso, o show rolou numa das casas de shows mais legais (e lendárias) de San Francisco, o Bimbo’s 365, que estava na minha lista de lugares para conhecer.

O show rolou no sábado, casa lotada, expectativas e um público beeeem diversificado, confirmando o que li num texto na revista Soma, falando que o Bradford Cox é um compositor que define muito bem a contemporaneidade do pop. E isso é perceptível não só na música que produz, mas no público que aprecia seu trabalho.

foto tirada por @KataRokkar

Bradford Cox, vocalista do Deerhunter, é o cara por trás do Atlas Sound. No ano passado lançou o seu terceiro álbum Parallax, com certeza seu trabalho mais completo e maduro.

O show foi hipnótico com Cox se dividindo entre guitarras, gaita, maracas num show intimista com o público em estado de total contemplação. Não rolou muita interação entre uma música e outra, ou ele estava viajando em suas próprias canções sempre com os olhos cerrados ou ele parecia se perder olhando seus instrumentos. Cox nos emocionou com seu show do começo ao fim.

Cox é com certeza o grande nome do rock americano atual. É show pra ver e rever….

Setlist do show: 
1. The Shakes
2. Parallax
3. Te Amo
4. Walkabout
5. Shelia
6. Amplifiers
7. Modern Aquatic Nightsongs
8. Mona Lisa
9. My Angel Is Broken
10. Terra Incognita

Na mesma noite tocaram também:

Electric Flower
Seventeen Evergreen
Carnivores
Frank Broyles

Eu peguei o finalzinho do show do Seventeen Evergreen, que foi bem divertido e fez o pessoal dançar, e assisti Eletric Flowers, que fez um show lindo de morrer.