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O tempo está passando, eu ficando velho, e até hoje não consegui fazer a primeira tatuagem. Acho que vou acabar como um daqueles seres bizarros e cada vez mais raros sem um único desenho na pele. Sempre me apeguei à ideia de que quando fizesse uma, seria algo realmente único e muito importante, mas sempre exclusivamente meu. Uma época até tentei encarar tatuagem como apenas uma forma de adorno corporal, como uma pulseira ou brinco, mas essa tese também não me pegou.

O que antes era considerado um grande tabu, e algo que realmente definia uma pessoa, para si própria, seu grupo e toda a sociedade, hoje já se tornou tão corriqueiro que ficou banal, e não define mais nada nem ninguém. Se já tem gente tatuando até memes idiotas da internet, podemos afirmar que essa prática perdeu a carga comportamental, para o bem e para o mal. Cada um que seja feliz com as suas.

No sentido contrário, eu fico impressionado como o culto coletivo consegue criar distorções bizarras do verdadeiro sentido das coisas. O design é algo que sofre muito desse afastamento de si, por conta do valor agregado que recebe. É só ver a quantidade de maçãzinhas mordidas espalhadas em objetos que nada tem a ver com computação, cavalinhos de camisetas que viram quase cavalos em tamanho real, ou da famosa gatinha que estampa de lancheiras a aviões sem produzir qualquer tipo de conteúdo.

Bom, que tal então descobrir que uma das capas mais icônicas da história da música, que teve seu design copiado à exaustão, e que já fizeram as mais loucas elocubrações sobre sua origem e significado, na verdade foi chupinhado de uma enciclopédia de astronomia? Nesse video, o designer gráfico da Factory Records Peter Saville explica como foi criada a capa do álbum Unknown Pleasures do Joy Division, de 1979. Duvido que você também não tenha viajado naquelas linhas imaginando qual era o grande segredo que elas escondiam. E duvido que você também não vai ficar um pouco decepcionado.

Data Visualization Reinterpreted by VISUALIZED from VISUALIZED on Vimeo.

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Gosto das coincidências. É ótimo quando toca a música que traduz seu momento, sem você procura-la; quando a pessoa com quem tanto você quer falar, te liga; quando você pensa em alguém e cruza com ela na rua. Assistir a esse filme trouxe-me à tona um momento delicado pelo qual estou passando, mas ao contrário dele, resgatou memórias abandonadas me causando uma euforia e algumas divagações, que por sorte de vocês, eu não vou compartilhar aqui.

Fica a dica: vamos prestar mais atenção à nossa volta, pois acabamos perdendo momentos preciosos porque acreditamos que, desconectados, estamos perdendo alguma coisa. Hoje em dia uma das maiores gentilezas é deixar o celular de lado quando estamos na companhia de alguém que nos faz bem. E a gente sabe, isso não é fácil, mas estou sempre tentando.

Dêem play:

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Sabe aquelas novidades que aparecem e viram imediatamente objeto de desejo, mesmo que pareçam estar muito além no nosso entendimento e da real utilidade? O Grid, da Binary Thumb Corp., é um exemplo perfeito. Esse novo aplicativo, que ainda está em versão experimental, parece ser a solução de todos os nossos problemas que não temos. Mas talvez a receita dos maiores sucessos de tecnologia esteja aí, a criação de necessidades nunca antes imaginadas.

Basicamente, o Grid cria spreadsheets interativos que servem para você organizar qualquer coisa: viagens, trabalho, festas, obras, etc. O painel simples, quadriculado, vai se espalhando ao teu gosto, e cada cantinho pode carregar textos, fotos, mapas, videos, contatos, qualquer coisa. As planilhas podem ser não só compatilhadas, como desenvolvidas por todos os envolvidos. Claro que deve dar muito mais trabalho do que mostra nos vídeos, mas confesso que fiquei com muita vontade de dar uma brincada. Se você se interessou, corre e se cadastra para receber o app.

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Uma das coisas que eu mais queria ter assistido no último Creators Project, era o filme Inni, do Sigur Rós, mas acabei perdendo. Aliás, é possível assistir 10 minutos do filme aqui. E ontem, enquanto zapeava meus feeds, acabei me deparando com o último lançamento da banda, o vídeo Varúð dirigido pelo Ryan McGingley. O clipe faz parte do projeto de filmes Valtari, em que a banda convidou alguns diretores para criarem seus vídeos traduzindo o que passa pelas suas cabeças ao ouvirem músicas do novo álbum Valtari.

O vídeo dirigido pelo Ryan McGinley para a música Varúð, acontece em NY, em uma homenagem poética que fez à cidade. O vídeo é lindo e o que mais me comove, é o contraponto que ele causa com o nosso dia-a-dia, com sua câmera lenta sobre uma garota que corre pelas ruas nova yorkinas. Foi bom vê-lo no meio do furacão que está rolando à minha volta.

E a dica fica para os amigos diretores, pois um dos vídeos será dirigido por um fã da banda. Cola .

Achei Feldberg nos destaques da semana do Spotify e não consegui mais parar de ouvir. O duo de folk pop, formado pela vocal Rósa Birgitta Ísfeld e o multi-instrumentalista Einar Tönsberg, vem da longíqua Reykjavik. A dupla começou em 2008 e em 2010 ganhou o prêmio “melhor música do ano”, no Icelandic Music Awards, lançando “Dreamin” na compilação 9 da Kitsuné.

Lançaram esse ano o delicioso álbum Don’t be a Stranger, pelos selos inglês Smalltown America Records e o japonês Rallye Music. As canções são suaves e doces.

Dá para ouvir também no RDIO.

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Sacada de mestre esse projeto da Saatchi, que lançou a maior exposição online já feita: 100 Curators, 100 Days. O lançamento foi dia 18 de julho e por 100 dias, 100 curadores que representam museus e galerias de grande prestígio no planeta. A cada dia um curador apresenta 10 artistas escolhidos entre os mais de 60.000 artistas que já exibiram seus trabalhos na Saatchi Online. E quem ganha nessa? O artista escolhido que terá maior visibilidade na sua obra e, consequentemente, valorização nela; os colecionadores que já possuem obras desses artistas, que terão suas aquisições mais valorizadas e a gente que descobre vários novos (e incríveis) artistas.

A maioria das obras estão à venda, muitas delas com preços acessíveis. Se você anda investindo em arte, vale perder umas horas por lá.