Eu já fui uma pessoa muito corajosa para encarar desafios, mas nem todos eu consegui vencer como o medo da água e da altura. Esse final de semana completei 5 anos ao lado do Ola e é incrível quando percebemos como alguém pode mudar tanto a nossa vida e vice-versa, para melhor. Foi assim que passei os últimos dois dias: pensando na minha antes e depois do Ola. É incrível perceber os rumos novos que um deu ao outro e o quanto a gente tem acrescentado diariamente na vida do outro.

A primeira diferença entre a gente foi detectada nos primeiros dias em que estávamos juntos. Enquanto eu era uma sedentária de carteirinha, o Ola sempre amou esportes, sendo o windsurf um dos principais. A mudança ao Brasil praticamente eliminou o windsurf da vida dele, o que sempre me causou um certo desconforto, talvez por sentir uma culpa de tirar o esporte dele de alguma forma (para quem não sabe, o Ola pratica windsurf com ondas, o que só é possível encontrar em dois lugares no Brasil: Ibiraquera/SC e Jericoacara/CE. Existem algumas outras praias que possibilitam tal prática, mas é mais raro ter sorte de rolarem grandes ondas com muito vento).

Enquanto eu o fiz mergulhar no universo musical com ele virando DJ e até produzindo um pouco, ele me fez mergulhar nos meus medos.

A primeira frustração dele foi descobrir que não sei nadar, afinal ele ama água. A segunda foi perceber que a minha coragem de outrora foi substituída por um medo de tudo.

Eu tenho uma confiança enorme no Ola, o que me faz muitas vezes encarar esses medos e me jogar em algo em que antes eu não me jogaria de forma alguma. A primeira experiência foi o esqui, que eu me sentia empolgada até ficar em pé num para de esquis. Eu simplesmente chorei. Vi que não era pra mim, que não queria esquiar nunca mais, além de lidar com a frustração de não ter conseguido ter qualquer prazer com aquilo. Ele foi persistente.

No ano seguinte lá fomos nós de novo. Eu prometi que gastaria meu tempo lendo livros, assistindo filmes enquanto ele esquiava com meus amigos. Porém, sou orgulhosa e resolvi encarar novamente, afinal tinham novatos na casa e eu, no meu orgulho besta, não quis ficar pra trás. Lá fui eu fazer aulas com eles, ver a cara de preocupação do professor e ainda saber que ele perguntou pro Ola se eu tinha algum problema, o que, de certa forma, me trouxe ainda mais o orgulho à tona e me fez mostrar  que eu não tinha problemas. Era apenas medo. Nada como ser desafiada.

Foi nesse dia que voei. E foi lindo. Foi emocionante. De repente eu fiquei em pé nos esquis, não caí mais do ski-lift e topei ir pro pico da montanha em que estávamos. Quando cheguei lá e vi tudo que tinha abaixo de mim, eu simplesmente abri os braços e voei. Foi um vôo rápido, macio, me trazendo aquele gosto de vitória e me desligando um pouco do planeta, me colocando num absurdo estado de paz. E eu chorei por sacar que era possível me superar e que ainda teriam outras coisas muito mais difíceis pela frente.

O mais legal disso não é somente a minha felicidade, mas a felicidade do Ola, porque foi uma superação a dois. Eu superei, mas ele foi importante nessa superação. E depois disso, ele quis mais, afinal sabe o quanto eu tenho ainda de medos pra vencer.

Eu não sei nadar. Aos 5 anos eu quase morri afogada, mas ainda lidei relativamente bem com a água por um tempo. Com o passar dos anos, eu fui pegando pânico. Fiz algumas aulas de natação e simplesmente desisti porque era muito sofrimento.

O Ola sempre coloca a água presente na minha vida nas nossas viagens. Me levou para velejar; brincou comigo no mar como se brinca com uma criança pra que ela não tenha medo, que encarei ir com ele para uma área de mergulho em Maragogi, mesmo jurando que ficaria no barco, mas saltei no mar contando com ele e o Renato (que também esteve presente em meus vários momentos de superação e deu tanta força quanto o Ola pra eu seguir em frente), agarrei nos pés dos dois e fui batendo as pernas até chegar num lugar que dava pé. Lá eu coloquei a máscara e fui pro fundo do mar, afinal tinha chegado até ali porque não enfiar a cara na água e ver no que dava. Não foi fácil, tive tremedeira, mas encarei e foi incrível. Voltei pra casa mais uma vez com a sensação de que poderia ir mais longe. E fui. Mesmo ainda não tendo aprendido a nadar e mal sabendo boiar, eu encarei minhas primeiras aulas de caiaque. E amei. Quando me dei conta de que estávamos com 20m de água abaixo de nós, bateu aquele pavor, mas misturado com uma euforia infinita. E assim eu quis mais, até finalmente conseguir a remar sozinha num caiaque, mesmo com a segurança de estar num lugar em que se caísse, eu conseguiria ficar em pé com a cabeça pra fora d’água. Próximo passo agora é aprender a nadar para continuar com essa minha nova paixão.

Faz uns dois anos que o Ola me enche o saco pra escalar. Até encarei com ele uma parede numa academia, mas depois eu não quis mais saber. Desde então ele não desistiu. Essa é a parte mais incrível dele, não desiste até me convencer. Quando me dou conta, estou lá fazendo o que ele quer. No meu último aniversário eu não tive escolha: o presente era um final de semana de curso de escalada, que envolviam aulas teóricas no primeiro dia e ir pra pedra no segundo. Enrolei enquanto pude, mas não tive escapatória. No último final de semana lá fomos nós. Acordamos às 7h num sábado ensolarado, ficamos trancados das 9 às 17h numa sala aprendendo sobre os equipamentos, nós, backup, tipos de escaladas e tudo mais que possa envolver um curso de teoria de escalada básica. No domingo foi o dia de acordar às 6h e dirigir até Pedra Bela, para minha primeira escalada numa pedra.

Foi ontem que novamente eu voei. E novamente foi incrível. Passamos o domingo debaixo de um sol escaldante sem sequer ter uma sombra pra se refugiar. O dia foi subir e descer a pedra. Tive vários momentos de pânico, em especial a minha primeira subida quando achei que seria impossível ficar em pé num lugar que tinha uns 70º graus e depois 90º. Quando cheguei a 30m de altura e olhei pra trás, novamente bateu o pânico. Subir parecia mais fácil do que descer. E lá estava o Ola me dando segurança pra eu deslizar até o chão sem algum problema. Fechei os olhos, joguei o corpo pra trás e fui. Travei em alguns momentos, mas quando me dei conta estava nos pés dele. Pode parecer simples, mas pra mim foi surreal. Olhava pra cima, olhava pra mim e mal acreditava que tinha conseguido fazer aquilo. E era só o começo. Na sequência eu aprendi a descer de rapel e foi ainda mais tenso, pois agora eu não tinha mais o Ola para confiar. Eu tinha que confiar em mim. Era eu e eu. Eu só chegaria no pé da pedra se desse conta de mim. E desci. E novamente veio aquela sensação incrível de ter conseguido algo que eu sequer imaginaria ser possível pra mim. E ainda era só o começo.

Quando fomos pra segunda parte da aula que envolvia guiar (isso eu não sabia que teria), fazer duas paradas e descer, eu tremi. Tive uma alergia inexplicável nos olhos, bateu uma dor de cabeça, um pavor que fez meu corpo ficar tremendo. Desisti e afirmei que já estava ótimo e que ficaria ali assistindo, até ouvir uma menina do grupo falar pra mim “ah, você não vai agora deixar seu parceiro na mão, né?”. Eu fiquei com vergonha, pois me senti traindo alguém. Resolvi encarar.

Foram momentos de uma tensão inexplicável, que envolveu até uma dor de barriga e tontura. Achei que não conseguiria. Resolvi que seria a primeira a guiar, assim não teria como voltar atrás. Guiar é mais tenso, porque se você sai de um ponto que já conseguiu proteger, chega no segundo e cai antes de protege-lo, terá uma queda que o levará até o ponto anterior, o que significa que você pode se machucar (mesmo não sendo grave). Essa minha primeira guiada envolviam pontos bem íngremes. Abaixo de você, está seu parceiro soltando a corda para que você continue subindo. Quando você encontra um ponto, você pára pra tirar a costura (dois mosquetões prendendo uma fita), prende-la na corda e na chapeleta. Eu fiz a primeira guiada com uma desenvoltura inacreditável, até chegar na primeira parada, montar tudo para o Ola subir e guiar para a próxima parada, que já era no topo da pedra, cerca de 50m de altura.

Essa segunda parte era bem íngreme e ele teve um pouco de dificuldade no início da guiada. Eu gelei, pois achei que ele pudesse cair e não confiei que eu conseguiria dar a segurança necessária por não conseguir dar conta do peso dele. Felizmente nada aconteceu, ele chegou ao topo e então eu subi. Tremi ao alcançar o final, pois a última parada tinha uns 70º graus, onde fiquei pendurada por longos minutos até armarmos a descida, que foi primeira minha, já que cada um desmancha sua própria parada e aquela era a dele.

Levamos cerca de 1:20 nesse processo todo. Foi exaustivo com momentos de tensão, mas alcançar o topo na primeira escalada com direito a guiada, me trouxe uma auto-confiança que há muito eu não sentia. E o mais importante, reforçou ainda mais a minha confiança no Ola. Quando desci rapelando veio novamente a sensação de voar, mesmo que presa à uma corda, mas nem por isso a sensação é menor. Seu corpo está suspenso e a pedra é um mero apoio pra descer, mas não necessária.

E fazer uma história a dois dar certo é isso: confiar & agregar, seja no amor, nos negócios, na amizade. Em tudo! E isso ficou ainda mais claro ontem, em especial porque percebemos que não é nosso corpo que não é capaz, mas as limitações que damos a ele. Isso não é novo, mas quando você se depara com isso, essa afirmação ganha mais força e faz você rever sua vida e o que está fazendo com ela.

Ainda tenho muito a superar e nem sei como agradecer ao Ola, a pessoa que mais tem me ajudado a superar meus próprios desafios. É por isso também que eu o amo e é por isso que estar com ele há 5 anos me parece apenas o início de uma longa jornada, com muitas emoções, desafios e conquistas pela frente. Ontem só se materializou a segurança que ele me dá no meu dia-a-dia e o quanto fazemos melhor juntos.

Sozinho se faz, mas menos do que se pode fazer com alguém ao lado.

Obrigada Ola pelos incríveis 5 anos que vivemos juntos.

(Créditos: fotos Ola Persson, Dan Persson, Renato Salles, Tacio Philip Sansonovski e Jo Machado)

Amanhã (dia 31 de Agosto) é Dia do Blog. Peguei carona numa ação que fizemos aqui na agência para celebrar esse dia, compartilhando no blog uma paixão que me move. E nada mais incrível (para mim) que minha história com o Ola e meu casamento, que me tira sorrisos só de pensar nesse dia que foi um dos mais especiais da minha vida. Vamolá :)

Antes de começar a ler, sugiro dar um play na trilha sonora da cerimônia e na música que escolhemos pra ser nossa “valsa” (ou substituta dela):

Talvez eu tenha tido uma vontade secreta de casar, mas se ela existiu, eu demorei para perceber. Cresci dizendo que isso não seria pra mim. Acreditei em amores eternos quando me apaixonei, mas sempre me dei conta de que eles acabavam.

Pensar em casar sempre me trouxe uma insegurança de que o ato burocrático criaria uma rachadura imperceptível na minha história. Talvez traga, mas já não quero mais pensar nela.

Tive namoros longos, mas foi com o Ola com quem pela primeira vez tive essa vontade esquisita de casar. Chamar os amigos, fazer festa, trocar alianças, enfim, cumprir tudo como manda o figurino.

foto tirada pela Adriana Gallupo e Daniel Hunt

Demorou pra eu assumir. Várias vezes falei pro Ola que eu não queria casar com ele apenas para ele obter o visto para ficar por aqui, então raramente tocávamos no assunto. Um dia após o almoço, eu perguntei se ele não queria fazer uma declaração de união estável comigo, para resolver as entradas e saídas dele no país. Fomos lá, fizemos e rolou uma emoção inesperada. Depois uma declaração minha de amor por ele no Facebook, foi a vez da família e amigos ligarem pra entenderem o nosso “casamento escondido”.

Muitas felicitações depois, acabamos com intenções de festejar tal ato, mas nunca o fizemos. Para muitos, inclusive pra mim, já éramos casados. Há quase 1 ano atrás, estávamos numa cantina num rápido almoço durante a semana. Olhei pro Ola e me deu aquela vontade louca (e inexplicável) de querer me casar com ele. Quando me dei conta, eu estava pedindo ele em casamento. Foi engraçado na verdade. Rimos, brindamos (com água, afinal estávamos em intervalo de trabalho) e começamos a fazer planos de como seria o nosso casamento. Como não gostamos de coisas fáceis, decidimos logo por um cenário de conto de fadas. O casamento seria em Lofoten, um arquipélago inóspito na Noruega, pois eu queria o sol raiando à meia-noite e ele queria o mar ao fundo, enquanto celebrávamos nosso amor.

Fomos até lá, voltamos empolgados, mas não durou muito, pois tudo pareceu tão difícil que começamos a cogitar mudança de lugar. Finalmente assumimos pra nós que tal celebração poderia ser mágica em qualquer canto, por isso decidimos por Gotemburgo, na Suécia, onde a família dele vive.

Foram meses e meses planejando, pequisando lugares, pois mesmo sendo num local mais familiar, o Ola insistiu em manter o mar como pano de fundo, que é um dos lugares que ele mais gosta e se sente à vontade. Entre idas e vindas, confirmação e cancelamento de lugares, acabamos fechando cerimônia e festa numa ilha datada do século XVI, que um dia foi um forte, depois uma prisão, e atualmente um ponto turístico de Gotemburgo.

Foi uma correria e gastos infindáveis, fazendo a gente várias vezes confessar um ao outro que poderíamos ter feito algo diferente, sem festa, sem nada, apenas uma viagem incrível, até o momento de chegar na ilha e se deparar com um lugar perfeito pra abrigar meu conto de fadas. Sim, estávamos certo, seria incrível e todo o arrependimento se esvaiu.

Uma igreja singular (de 1700) com capacidade para 80 pessoas, um lugar cheio de história, o mar em volta, muito verde, muita pedra. Era lá…. quando tudo começou a se materializar, finalmente as borboletas apareceram loucas no meu estômago e por lá ficaram até o grande dia (ainda dão as caras de vez em quando, como hoje quando escrevi esse post).

foto tirada pelo Dan Persson

Foram várias emoções que esse casamento me trouxe: levar minha família para sua primeira viagem internacional, meu pai entrar comigo vestida de noiva numa igreja (foi uma cerimônia ecumênica, já que eu e o Ola não temos religião) e, ainda, ter pessoas tão queridas do outro lado do oceano que deram um jeito de estarem presentes nesse dia e o casamento em si.

É difícil explicar tudo que senti, pois foi muito além do que eu esperava. Foi incrível! E é bem cafona dizer isso, mas não tem outro jeito: é mágico porque parece que o amor e a felicidade transbordam no ambiente de uma maneira inexplicável. Acho que poucas vezes eu me senti tão radiante (parecia que tinha um sol dentro de mim) e olha que sou uma pessoa que tem muitos momentos incríveis e felizes na vida. Nunca imaginei que o ato “casar” fosse tão bom. Cresci tentando entender o que era sentir a tal “felicidade absoluta” e nesse dia eu tenho certeza que senti. Eu olho as fotos e mal me reconheço de tão incrível que me vejo nelas. E não só eu, mas cada um dos meus convidados. Como disse um dos meus padrinhos: todo mundo casou um pouquinho nesse dia.

foto tirada pelo Felipe Tofani

Se vai durar pra sempre ou não, não me preocupa e nem quero pensar a respeito. Quando conversamos com nossa “padre”, pedimos que ela não falasse “até que a morte nos separe” em nenhum momento, mesmo sendo isso o que queremos no momento. Não poderíamos ter acertado mais na nossa celebrante, que fez um dos discursos mais lindos que já ouvi. Atrás de mim eram apenas “snifs” de todos emocionados com palavras tão lindas:

“…Aqui estamos nós
Vocês nos convidaram, a todos nós, para nos juntarmos a vocês nessa feliz ocasião
Sua vida
Seu casamento
Hoje, estamos celebrando essa maravilhosa surpresa – que o amor entrou em suas vidas
Existem milhões de pessoas no mundo. Olhem em volta!
O que é essa coisa que faz de um rosto, dos olhos de alguém – algo tão especial.
Então, vocês param
E ficam juntos
Deixam de ser “eu” e “você” e passam a ser “nós”
É algo mágico..”

O lugar foi outro achado como já falei e não poderíamos ter tido um cenário mais acertado. A sensação era de estar mesmo num conto de fadas com um castelo, o sol brilhando alto (depois de ameaças de tempestades) e se pondo quase às 22h, além do mar em volta da gente, num lugar que remetia aos cenários de Game of Thrones.

Tivemos uma sorte incrível, porque fechamos uma decoradora um mês antes do casamento, que nos encontrou faltando duas semanas e em uma semana produziu tudo do jeito que queríamos, além de ter resolvido meu buquet (o mais lindo ever).

O melhor não foi ter tido uma festa de casamento, mas três: um happy-hour pré-casamento, que já me emocionou ao ver tantos brasileiros e amigos que eu não via há muito tempo, invadindo Gotemburgo; o casamento em si e, finalmente, o pós-casório que esticou um pouco o gosto de “sonho” com uma festa dada pelos pais do Ola, na casa deles, que tem uma das vistas mais lindas que já vi na vida e ainda nos brindou com um por-do-sol absurdamente lindo às 21h30 do domingo, fechando com chave de ouro as celebrações.

Agradeço a cada um que se esforçou para estar lá com a gente, pois sei que não foi uma tarefa fácil. Aos amigos que conseguiram no último minuto largar tudo e dar um jeito do além para voar pra lá (ah, Daniel, Didi e Edgard, vocês arrasaram na surpresa). E claro, aos meus padrinhos e também aos DJs incríveis DJ Mulher (que cuidou da trilha sonora do jantar), Anny+Jo (que abriram a pista tocando nossa valsa “Limit to your love”, do James Blake), Larry Tee, Daniel Hunt (Ladytron) e o próprio Ola, que fizeram a festa ser a mais animada da história da ilha (siiiim, de acordo com o gerente local, ele nunca tinha visto uma festa tão animada por lá). E o super super super super obrigada vai para a Christina Sandell, que arrasou na decoração, aos sogros mais lindos do planeta, que me deixaram sem palavras por tudo que fizeram por nós e ao Ennio, que criou uma identidade incrível para o casamento e fez o convite mais lindo ever.

Hoje minha conclusão é que nenhuma decisão na minha vida foi mais acertada que essa, pois só o que ela já me rendeu de sensações e emoções já é o suficiente. Ainda estou aqui, toda bobona não parando de olhar para a aliança na mão.

***

(crédito fotos: Adriana Gallup & Daniel Hunt, Dan Persson e Felipe Tofani)

Incrível esse clipe da música Hearts, do Dan Black, um time-lapse de 24 horas em que ele ficou exatamente no mesmo lugar das 11 da manhã de um dia para o outro. A música é fofa também e a ideia, apesar de nova, foi super bem executada (e parabéns pra ele que conseguiu ficar firme e forte nessas 24 horas). De quebra, ainda tem a bela vista de Paris, já que o clipe foi feito no topo de um prédio na cidade:

No mês passado fomos brindados com o novo álbum do Foals, o Holy Fire, que você pode conferir uma boa crítica aqui. Hoje eles lançaram o clipe da música “Late Night”, que sai como single no dia 22 de abril. O clipe foi produzido na Romênia pelo Nabil Elderkin, que já assinou clipes de Frank Ocean, Kanye West, Bon Iver, John Legend, entre outros.

O clipe é bem pesadão e super bem produzido, que como bem intitulou a Rolling Stone, o vídeo captura o ciclo da vida de uma forma bem sinistra, alternando cenas de sexo e nascimento. Confira:

Suede marcou bons anos da minha vida. Mal acreditei quando vi que eles estavam no line-up do último Planeta Terra. O show foi bom, mas um pouco frio, provavelmente porque eu estava com as expectativas nas alturas. Ainda assim, fiquei feliz em vê-los ao vivo e realizar um sonho antigo.

Confesso que não tenho acompanhado a carreira da banda, por isso hoje me surpreendi ao ver que acabam de tirar um novo álbum do forno e totalmente em forma. Dá para ouvir na íntegra em streaming no soundcloud (mas não sei porque raios não liberaram para embedar). O lançamento oficial rola em 18 de março, com vendas em CD e vinil.

Corre e ouça, quem sabe não entra num clima nostálgico (e bom) como o que acabei de entrar por aqui?