Radio Soulwax lançou um longa incrível de 1h em tributo ao David Bowie, estrelado pela modelo belga Hannelore Knuts, com um mix das melhores músicas do cantor. O lançamento rolou no último dia 13, em Londres.

Assista na TV com o som bem alto. Ótima pedida pra esse feriado prolongado.

Obrigada 2Many DJ’s & Soulwax pelo trabalho incrível que fizeram.

via Dazed

Já mencionei por aqui que decidi me casar num lugar distante chamado Lofoten. Afinal não gosto de facilitar pra ninguém, nem pra mim. Finalmente eu e o Ola fomos visitar o local, pois nem ele que é daquelas terras não tinha sequer chegado perto. E lá fomos nós numa odisséia de 4 dias de viagem, que eu posso afirmar que foi uma das mais incríveis da minha vida. Quem me acompanha no instagram, pode babar um pouco na beleza do lugar. E vou falar: é de tirar o fôlego. Eu chorei um cadinho, porque sou sensível.

Depois de muito estudar roteiros para chegar à ilha, consultar amigos que já foram, acabamos decidindo ir via Kiruna, cidade que fica acima do Círculo Polar Ártico, já na Lapônia sueca. Eu estava animadíssima, afinal eu nunca tinha chegado tão longe na vida. Sempre quis ir à Lapônia, não só pela beleza, mas também porque é a terra do Papai Noel. As perspectivas não eram muito favoráveis, afinal já é outono e as previsões eram de chuvas constantes do começo ao fim da viagem. Porém, ah, o amor…. fomos brindados com dias ensolarados e 12 arcos-íris, daqueles que eu nunca tinha visto: 180 graus e alguns duplos.

Outra expectativa que tinha, mas essa não se realizou, foi ver aurora boreal. Apesar de ainda não ser a época, ela já anda dando as caras por lá, mas o mais perto que cheguei dela foi a bordo de um avião. Ela estava do lado de fora e eu dentro. Entre a gente uma cabeça gigante. :/ E a aurora apareceu em Lofoten, exatamente um dia após a minha partida.

Viajar para Lofoten é para desligar do mundo, por isso se a fizer de carro, não esqueça de uma boa trilha sonora e gaste um pouco mais alugando um carro confortável. Lofoten é um arquipélago que se inicia ao norte em Hinnøya e se estende até Moskenesøya, numa ilha com um nome fantástico: Å, simples assim, que se for traduzir, não faz o menor sentido, pois significa “para”.

Lofoten, além de tanta natureza incrível, ainda tem sol da meia-noite de 26 de maio a 17 de julho.

Lofoten é formado pelos municípios Vågan, Vestvågøy, Flakstad, Moskenes, Værøy e Røst. As principais ilhas são o extremo sul de Hinnøya, sul de Austvågøy,  Gimsøy, Vestvågøy, Flakstadøya, Moskenesøya. Só nome fácil…. as principais cidades são Leknes (Vestvågøy) e Svolvær (Vågan), que são as únicas cidades do arquipélago que abrigam aeroportos (minúsculos, diga-se de passagem).

É de Lofoten que vem os melhores bacalhaus noruegueses. E esqueça, ele nada tem a ver com o bacalhau português, que é salgado. E eu que nunca curti bacalhau, acabei me rendendo e tive uma ótima experiência gastronômica. Prepare-se, pois como o bacalhau fica exposto em varais ao sol, as ilhas cheiram a bacalhau, mas não é insuportável, já que ele se mistura à maresia. Eles ficam secando já sem a cabeça, mas quem morre de curiosidade de ver a cabeça de um bacalhau, eu achei essa foto incrível tirada pelo inglês Rudolf Abraham:

foto by Rudolf Abraham

Há muitas galerias de arte espalhadas pelas ilhas, mas infelizmente estavam todas fechadas pela época do ano em que estávamos. Além disso, Lofoten é um ótimo lugar para escaladas, caminhadas e, principalmente, velejar. É o lugar para quem procura um paraíso na Terra….

INFORMAÇÕES PRÁTICAS:

Chegar à Lofoten não é a tarefa mais simples, mas há algumas opções. A mais rápida é de avião (oh!), mas não ache que é tão fácil conseguir vôo pra lá. É possível chegar de carro, de bicicleta (afinal sempre tem os mais animados), de barco ou ônibus. Esse guia mostra todas as opções partindo dos mais diversos lugares.

São 2 opções de aeroportos em Lofoten: LeknesSvolvær, além de mais duas em lugares mais ou menos próximos a Lofoten, como Narvik e Bodø. As cias. aéreas são  SAS (é possível pegar passagem com milhas da Tam, pois a SAS é da Star Alliance, eu utilizei milhas e valeu a pena) e a Widerøe. As passagens de Oslo para Svolvær custam a partir de 174 euros, mas para conseguir esse preço, tem que comprar com meses e meses de antecedência. O vôo tem uma parada em Bodø, ou seja, minha sugestão é ficar por lá e fazer o restante da viagem de barco, já que é possível atravessar de graça numa balsa que leva carros e ônibus para a ilha. Já que está por lá, o melhor é aproveitar tudo que a viagem pode oferecer.

Quem quiser encarar uma road-trip, são 1.205km de Oslo até Bodø ou 1.186km partindo de Estocolmo. A paisagem nórdica é sempre um espetáculo independente da estação, mas não dá para negar que no verão a paisagem deve estar entre as mais lindas do mundo. E sempre vai aparecer um vilarejo para passar a noite.

Também é possível ir de trem, mas de acordo com o Ola, a paisagem vale a pena se a viagem for na Noruega. Ele fez a da Suécia e disse que a paisagem é bem chata. #ficadica

- Oslo – Bodø: são 18 horas de viagem e há troca uma troca de trem. A passagem custa a partir de R$ 140,00

- Partindo de Bodø: como citei acima, o melhor para chegar em Bodø é voar a partir de Oslo (a não ser que você vá encarar estrada ou trem). Bodø tem várias opções que o levam até algumas ilhas em Lofoten, algumas imperdíveis, como ir até Svolvær de navio da compania Hurtigruten, com duração de 6 horas. A cabine para 2 pessoas custa cerca de 70 euros. Uma opção mais econômica é ir até as ilhas de balsa numa viagem de cerca de 3h , que cobra apenas por carro caso tenha um carro  (e ter um carro por lá é uma ótima pedida), aí é possível ir direto pra Moskenes, já no extremo sul de Lofoten. A diária sai em média US$70/diária. A outra sugestão é pegar um barco expresso direto pra Svolvær, que custa cerca de R$140,0  (caso pense em alugar carro em Lofoten, eu não recomendo, pois a tarifa sai bem mais cara que o aluguel em Bodø).

- Partindo de Narvik: minha sugestão é fazer a viagem que eu fiz, atravessando Lofoten inteira de carro. São 400km de viagem, o que é menos do que ir de São Paulo ao Rio, para chegar até Å, a pontinha de Lofoten. A outra opção é ir de ônibus que tem várias opções de paradas e fazer esse trecho Narvik-Å  leva 8 horas.

Para se hospedar vale mais a pena alugar uma casa de pescador, chamada de “rorbuer“, mas também é possível achar albergue. Geralmente as casas são bem equipadas e bem localizadas. Ficamos em uma super charmosa em Reine.

DIA 1:

Chegamos em Kiruna na noite anterior, pegamos um carro e seguimos para Abisko, vilarejo que de acordo com a wikipedia, tem 145 habitantes. Nós conhecemos 5% da população em poucas horas. O lugar é ponto turístico, inclusive com locais especiais para caçadores de aurora-boreal ou para quem quer curtir o sol da meia-noite. Abisko é o paraíso de quem curte escalar montanhas, mas por lá tivemos azar: choveu da chegada à saída. Passamos a noite por lá e de manhã seguimos rumo à Lofoten. Eu mal podia me conter de tanta felicidade. Tínhamos 410km pela frente, que não é muita coisa. A estrada é a E10 até chegar exatamente onde ela termina, em Å.

Abisko to Å i Lofoten

viagem começa a ficar interessante ao se aproximar de Narvik, quando os fiords começam a desfilar na nossa frente. Eu nunca tinha visto um fiord e me emocionei do começo ao fim avistando-os em paisagens inacreditavelmente lindas.

foto tirada por mim

As paisagens, muitas vezes bucólicas, vão nos deixando embasbacados, especialmente onde os fjords ficam encolhidos entre montanhas rochosas. A palavra mais falada durante a viagem foi “OLHA!”. São quilômetros no meio do nada, apenas montanhas e fiords.

foto tirada por mim

A alternativa para comer foi num restaurante de posto de gasolina. Acabamos comendo um verdadeiro sanduíche de linguiça num lugar em que aparentemente rolam competições de quem come o maior hamburger. O recorde é do Steven, que devorou 999 gramas em dez/2008 e ninguém mais o superou.

Algo que também chamou muito atenção na viagem foi o fato de ser outono e das folhas estarem todas secas alaranjadas ou amareladas, o que deixa o cenário ainda mais belo (desculpem-me, mas palavras relacionadas à beleza serão constantes no post):

foto do Ola Persson

A viagem de Hinnøya à Ingelsfjorden, 100km percorridos pela estrada E10, já mostra o que vem pela frente, pois a paisagem só melhora. São fiords atrás de fiords, uns tão estreitos que poderiam ser confundidos com lagos.

foto tirada por mim foto tirada pelo Ola foto tirada por mim

Chegamos no meio da tarde em Svolvær e decidimos que passaríamos a noite por lá. A cidade é super charmosa com bons hotéis e restaurantes. Decidimos nos hospedar no Thon, que fica de frente para o mar, apesar de ser difícil não ficar de frente para o mar por lá. O hotel é uma ótima pedida e oferece um dos melhores cafés da manhã que eu já tive na vida. A diária é salgada, sai cerca de R$530,00, mas uma vez estando na Noruega, prepare-se porque nada lá é barato, mas é possível achar uma casa para 2 pessoas por R$300.

Apesar de ser outono, começa a escurar a partir das 19h, nos proporcionando dias longos finalizados com céu cor de rosa. Acabamos indo jantar no Børsen Spiseri, que era um dos mais bem recomendados da cidade. O restaurante fica numa casa de teto baixo, com iluminação bem intimista e bom atendimento. Os preços são mais salgados que bacalhau! Acabamos optando por taças de vinho, mas acabamos tomando 2 taças cada um, o que foi uma burrice. Obviamente optamos por peixes com sopa de caranguejo de entrada. O jantar custou quase R$ 500,00 para nós dois. :/

DIA 2:

Tomamos um café da manhã incrível no Thon com direito a todos os pratos típicos locais, com direito a panquecas feitas na hora e uma variedade incrível de frios. Partimos às 10h30 rumo à Moskenes, nosso destino final.

Dali por diante só tivemos surpresas com um lugar mais lindo que o outro, começando pela saída de Svolvær.

foto by Ola Persson

Estava chuvoso, mas nem isso atrapalhou a viagem.

foto by Ola Persson

A viagem foi curta, pois nos restavam apenas 130km pela frente. Continuamos pela estrada E10, mas me arrependo um pouco de não ter convencido o Ola a escapar para a RV815, que é pelo mar e passa por Stamsund, um dos vilarejos pesqueiro mais pitoresco de Vestvågøya. A viagem é de aproximadamente 210km. Ainda assim continuamos vendo fiords e ainda paramos em Borg, que tem um o Lofotr Viking Museum. Em 1983 foi encontrada pelos arqueologistas, uma casa de um chefe viking, com 83 metros de extensão. A casa foi reconstruída e o museu aberto nos anos 90 abrigando parte da história dos vikings. Paramos, tomamos um café e seguimos…

Acabamos sendo brindados por mais ou menos uns 8 arcos-íris até chegar em Moskenes, onde fomos brindados com o mais lindo arco-íris que vi na vida.

Para quem adora praia de areia branca e água azul turquesa, Lofoten brinda com algumas espalhadas de norte a sul. Li um artigo que menciona que as palavras “ártico” e “praia” não são citadas na mesma sentença, mas Lofoten prova o contrário. Como não deu tempo de conhecer as praias, peguei um top 5 que você pode conferir aqui. Passamos por duas, sendo uma perto de Leknes, que só não coloquei o bíquini, porque ele não estava na mala, afinal era outono e outono no Círculo Polar Ártico não é muito quente (e nem no verão, só pra constar):

foto by lalai

Já sem fôlego chegamos em Moskenes e fomos recebidos assim ó:

foto by ola persson

E a outra metade aqui ó, que fez eu chorar de tanta emoção:

Seguimos até a pontinha de Å, onde acaba a estrada. Como já era início de baixa temporada acabamos não encontrando nada do que fomos procurar, pois até o posto de informações turísticas estava fechado, além de restaurantes fechados e a tristeza em descobrir que na região de Moskenes não tem “vinmonopolet“. Para quem não sabe, na Suécia e Noruega você até encontra cerveja no supermercado, mas ela tem apenas 3% de álcool, já demais bebidas e mesmo cerveja decente, só se encontra em adegas mantidas pelo governo com horários restritos (aka comerciais), não abrindo nos finais de semana. Ou seja, quer beber? Então planeje! Para quem vai à Moskenes, o ideal é comprar em Leknes ou Bodø, porque em Moskenes não tem.

Fomos até o porto de Moskenes e almoçamos por lá num café com um atendente que me respondeu o seguinte quando perguntei se tinha wi-fi: “se a gente libera wi-fi aqui, as pessoas não vão embora, então não temos”. Opa… mas apesar do mau-humor, acabamos nos deliciando com um “fish and potatoes”, feito com LÍNGUA de peixe, mas mesmo com todo meu preconceito, eu me deliciei e não deixei um tiquinho de língua no prato.

Alugamos uma deliciosa casa de frente para o mar com direito a barco com uma vista incrível (eu via a pedra ali da foto de cima pela janelinha do banheiro) e pertinho do único supermercado de Reine. Aproveitamos o final do dia para dar uma rodada de carro pelos vilarejos próximos, já que era baixa temporada e não tinha nada para fazer. O  jeito foi voltar pra casa, ouvir música, cozinha e tomar cerveja com 3% de álcool, além claro, de confabular a respeito do casório.

DIA 3:

Acordei com a vontade de ficar um pouco mais, afinal mal conseguimos curtir o lugar, mas não tinha jeito. Tomamos café em casa e demos mais uma volta na ilha e até achamos a casa que eu olhei e falei “é nessa que quero casar”, pois tem um jardim incrível onde visualizei minha festa, mas até agora não achei nada a respeito dela na internet. :/

foto by Ola Persson

Seguimos a viagem de volta para Kiruna, que seria longa, já que dessa vez não poderíamos dormir no caminho, pois o vôo saía de Kiruna às 7h da matina.

A volta foi a contemplação da paisagem do lado contrário e vi cenários que não prestei tanta atenção na ida. Desviamos o caminho algumas vezes para ver fiords escondidos e lugares ainda mais incríveis, com montanhas altas com o pico branco de neve.

foto by Ola Persson

Muita fotos, muitas paradas para fotografar, muita falta de ar por tamanha beleza, finalmente alcançamos Leknes, onde paramos para almoçar. Foi em Leknes que eu tive a melhor refeição da minha vida. Paramos na rua principal bem em frente a um restaurante de peixe (ahn!) e decidimos entrar. O lugar era bem simples, mas aconchegante. Sentamos, nos trouxeram o cardápio e não demorou para o chef vir nos dar um alô. Conversa vai, conversa vem e ele começa a contar sua trajetória como chef, passando por Oslo, Portugal, Espanha e França, de onde vem suas referências na cozinha. Ele foi convidado para montar a cozinha e cardápio do dono de uma peixaria, que fica ao lado do restaurante. Sugeriu dois pratos diferente pra nós, mas depois de um tempo de espera ele veio meio desolado à mesa informar que tinham entregado nossos pratos em outra mesa. Entre escolher o prepara dos pratos e optar por uma sopa que ele serviria mais rápido, acabamos indo pela sopa e foi a melhor surpresa do planeta. A sopa era uma verdadeira caldeirada de uma espécie de bacalhau com batata e outros legumes, levemente apimentado e acompanhado de sour cream.

Ainda para reparar o erro, ele nos brindou com uma deliciosa salada e depois com um pudim de peixe com carne de rena e salmão defumado (por ele). Enfim, saí de lá literalmente lambendo os beiços e falei sobre o prato por dias seguidos de tão bom que era. Até tentei convence-lo de que ele se daria muito bem vindo trabalhar no Brasil (por favor!).

De lá a viagem seguiu até Kiruna sem grandes novidades, além da paisagem incrível do começo ao fim. Quando chegamos em Abisko o céu estava estrelado, o que nos fez nos enfiar com o carro na escuridão para tentar ver a aurora boreal, que chegou no dia seguinte.

Passamos a noite num hotel dentro de um pub em Kiruna, onde terminamos a noite com um merecido hamburger e muita cerveja, para acordar às 5h no dia seguinte e rumar a Estocolmo.

Um abre aspas: para quem já ouviu falar no Ice Hotel, ele fica apenas a 12km de Kiruna, mas infelizmente ele estava derretido nessa época do ano.

Leia esse artigo que saiu num blog do NYT, que é ótimo e esse site e esse site tem muitas dicas boas sobre Lofoten, inclusive como chegar, quando ir, temperatura, onde comer, onde dormir, o que fazer, etc.

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A Anny compartilhou comigo esse mixtape delicioso e lindo de morrer há quase um mês atrás e ele ficou aqui aberto, mas só hoje é que eu dei play. Acho incrível como a música está sempre alinhada com nosso humor sempre trazendo coincidências deliciosas.

Não estou no melhor dos meus dias, mas faz parte da vida, afinal não vivemos somente de alegrias, não é mesmo? E quando a melancolia bate, nada como uma boa trilha sonora, assim quando a alegria está presente. Música tem um poder de cura sobre mim. E esse mixtape “fones de ouvidos” me tirou um tiquinho do mundo e me trouxe um aconchego pelo qual estive buscando a semana toda.

Obrigada Anny, obrigada Jô. Agora dêem play e se embalem por aí:

Fones de Ouvido from hooli&anny on 8tracks Radio.


Depois de uma longa espera, finalmente chega o Planeta Terra, que dessa vez aparece repaginado no Jockey Club. Dois palcos: Sonar Stage, que tem Kings of Lion como headline e o Indie Stage, com Gossip fechando a noite.

Para variar algumas atrações que queremos assistir, se cruzam e é aquele deus nos acuda para escolher um, mas isso faz parte de qualquer festival decente. Se não rola esse impasse, é porque o line-up não está lá muito interessante.

Adorei o Madrid no line-up e já os coloquei com a grande promessa para 2013. Anota aí: essa dupla Marina & Adriano vai dar o que falar em breve, então aproveita para ver enquanto estão por aqui. Eles tocam às 13h50 no Indie Stage, o que nos dá uma boa razão para aterrissar cedo no festival.

Os meus favoritos são Suede, Garbage, Gossip, Kings Of Leon e Kasabian, mas claro que quero ver Little Boots, que demorou pencas para vir, mas finalmente poderemos conferi-la ao vivo. Acabei nas minhas andanças por aí nunca pegando um show dela (sempre estive nos lugares um dia antes ou depois de alguns shows que ela fez na Europa, ou seja, quase a vi várias vezes). Também quero espiar The Drums, Azealia Banks (por curiosidade), Best Coast e The Maccabees, ou seja, praticamente TUDO.

Eu já vi ao vivo Kings of Leon, Gossip (num show pra 200 pessoas há alguns meses atrás e quase morri de tão bom), The Drums (2x), ou seja, não vi sequer metade do line-up, já que o SUEDE, minha banda mais esperada desse festival, é paixão antiga, mas que nunca rolou assisti-los. É meu presente do Terra. Garbage também faz parte da minha história, então óbvio que quero muito ver.

Clica no play e ouça o warm-up que eu fiz:

Para quem tem spotify, eu fiz dois playlists mais caprichados por lá. Já separei o tênis mola para pular de um palco para o outro. Aguardem!!!

Para quem ainda não parou para ver os horários do line-up, confira (e sofra um cadinho):

Sonora Main Stage:

22h – Kings Of Leon
20h15 – Garbage
18h30 – Kasabian
17h – Suede
15h30 – Best Coast
14h15 – Mallu

Claro Indie Stage:

22h15 - Gossip
20h45 - The Drums
19h15 – Azealia Banks
17h45 - The Maccabees
16h15 - Little Boots
15h - Banda Uó
13h50 - Madrid
13h - Banda concurso “Som Pra Todos”

E adivinhem? Tenho aqui 4 ingressos para 4 sortudos (decidi não dar parzinho), vamos lá? Dessa vez vou simplificar, afinal não temos muito tempo e estou bem atrasada com esse concurso. Comenta aí quem é sua atração favorita e porquê você tem que vê-la. Serão válidos comentários feitos até às 18h. Para não ser injusta, eu vou sortear ao invés de escolher o comentário, utilizando o random.org. Anunciarei os ganhadores até às 19h e os convites deverão ser retirados nos Jardins entre amanhã a partir das 20h até às 15h de sábado.

Agora corra e capricha um pouco? Quem sabe a gente toma bons drinks juntos lá no Planeta Terra no sabadão?

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GANHADORES:

Fizemos o sorteio com direito a testemunha, já que tem muito amigo que participou, então nada mais justo. :)

Vamos lá, os ganhadores são:

William Santos
Lívia
Júlio César
Felipe Martin

Iremos enviar email para todos com as coordenadas para retirarem seus convites. Caso os emails não sejam respondidos até às 12h da matina de sábado, faremos novo sorteio para escolher um novo ganhador.

E valeu a participação de todos e lamentamos não ter convites para todos.

estocolmo

Tenho ido pelo menos 2 vezes ao ano à Suécia nos últimos 4 anos, porém minhas idas se restringem a Gotemburgo e região, onde a família do Ola mora. Ensaio desde então subir para Estocolmo e finalmente consegui aterrissar na cidade. A minha única empreitada em Estocolmo tinha sido há muitos anos atrás em pleno inverno, quando eu ainda não sonhava em encontrar o Ola no meu caminho.

Curiosamente o turismo de brasileiros à Suécia parece ter aumentado e os amigos sempre me pedem dicas sobre Estocolmo. Para não decepciona-los, eu pedi ajuda de uma amiga querida, que trabalha como curadora de arte numa galeria bacana na cidade. Nada mais cool, ahn? A Steffi, que é alemã, morou uma temporada aqui em casa enquanto fazia estágio na Bienal de Artes via Instituto Goethe. Enquanto sonha com um bom emprego por aqui, ela se deleita com o que Estocolmo pode oferecer e não é pouco. E claro, estou conferindo por aqui um bocado do que ela sugeriu e fazendo novas descobertas. Como a maioria deve saber, Estocolmo não é uma cidade barata, por isso prepare o bolso, mas a promessa é que a viagem será puro deleite e valerá cada coroa gasta.

INFORMAÇÕES PRÁTICAS:

Na Suécia a moeda é a coroa. Atualmente 1 coroa = R$3,30.

É uma ótima cidade para bater perna ou pedalar. É possível alugar uma bike em um dos 110 pontos espalhados pela cidade no esquema pegar em um e devolver em outro ponto. É possível comprar cartão para até 3 dias e as bicicletas são super lindas (e hipters). O transporte público também funciona bem, apesar de caro para passagens avulsas, mas te leva pra qualquer canto. O ideal é comprar o bilhete que dá direito a 8 viagens, sendo de ônibus, trem, metrô ou tram.

Para ir do aeroporto à cidade existem 3 opções: táxi, que são caríssimos (fuja deles, a não ser que não tenha jeito); o super trem bala Arlanda Express, que faz o trajeto em (pasmem) 20 minutos até a Estação Central (ah, a Estação Central é linda) e ainda tem wi-fi gratuito, mas a viagem custa 260kr (ou R$78); e o busão que leva mais que o dobro do tempo do trem, mas custa a metade do preço, mas atenção, as passagens devem ser compradas no aeroporto ou estações, senão vão rolar problemas logo de cara.

Caso queira comprar um chip pré-pago, procure pela 3, que é bem mais barata que a sueca Telia. Eu paguei pelo chip + dados (2GB) o equivalente a R$ 30,00. Tem uma loja ao lado do metrô Slussen, que é a estação em que chegamos quando vamos para Söder.

ONDE COMER:

B.A.R. é um restaurante de frutos do mar dos premiados chefs suecos Henrik Norström e Peter Johansson, também donos do Lux. Uma das experiências mais legais do B.A.R. é que podemos criar nossas próprias refeições durante o jantar, escolhendo os ingredientes favoritos para prepara pratos com peixes frescos, carnes, mariscos ou vegetais, partindo do zero de uma receita. Se preferir apenas saborear, é só deixar nas mãos dos chefs que o surpreenderão com suas próprias receitas. Tem um aquário com lagostas e uma peixaria, onde você pode escolher o que vai comer. Como não estávamos com fome, acabamos decidindo por um prato para 4 pessoas só com frutos do mar: camarões, carangueijo, lagosta, lagostim, ostras, mexilhões acompanhados de vários tipos de molhos (um verdadeiro banquete). O restaurante é grande, mas não vale arriscar ir sem reserva e o preço é acessível.

Urban Deli já é um dos meus lugares favoritos em Estocolmo. Ambiente descolado, frequência interessante e a comida é de lamber os beiços de tão boa. Adorei o “bloco com os nomes na espera”, que é um rolo de papel gigante pendurado na parede. O lugar é super disputado, então vá sabendo que irá esperar por uma mesa, mas o faça acompanhado de uma taça de champagne. O menu é bem variado e todo prato tem a harmonização da melhor bebida para acompanha-lo. Nos finais de semana tem brunch até às 16h e o vegetariano é inacreditavelmente bom (com os melhores ovos mexidos e cogumelos que já comi) e também o sanduíche de porco, que na Suécia i é bem comum. Caso seja um dia ensolarado, prefira uma mesa externa que fica em frente a um delicioso parque. Além do restaurante, o Urban Deli conta com um mercadinho incrível. Parada obrigatória se vier à cidade.

Eu demorei muito para aceitar a comer pizzas em viagens, mas confesso que tenho experimentado pizzas muitas vezes melhores do que a que temos no Brasil. O Pizza Hatt é super hip, pequeno e tem por trás os donos da badalada marca Cheap Monday (não deixe de passar na loja também), além de ter a cerveja Anchor (de São Francisco) no menu. Suas pizzas gourmets entraram na minha lista de melhores pizzas que já comi.

Bistro Süd é para quem está atrás de uma boa comida francesa, mas com interferências suecas. O lugar é pequeno, charmoso, tem bom serviço e fica no badalado bairro Söderlmalm. O steak tartare vem com todos os ingredientes separados para você mesmo prepara-lo na mesa. No verão é uma ótima pedida pedir uma mesa na calçada.

Östermalms Saluhall é o chiquérrimo mercadão sueco aberto em 1888  e considerado o melhor de Estocolmo. Fica no centro (novo) da cidade, esbanja charme e é repleto de delícias gastronômicas. Abriga alguns restaurantes, cafés e bares de vinho. O melhor pit stop pra almoço é a Lisa Elmquvist, onde degustei um delicioso tartare de salmão com ovas, saladinha, chips e, claro, sour cream, acompanhados de uma taça de vinho branco. A visita vale mesmo que não seja para comer, pois a arquitetura do lugar é de tirar o fôlego. Fica perto do metrô Ostermalmstorg.

Vigårda Barbecue é o paraíso para quem ama hamburger e procura por um almoço rápido. Li coisas tão boa a respeito, que fomos ao Centro somente para experimenta-lo. É inacreditável que o lugar seja um fast food. Eles tem hamburgers para todos os gostos: de boi, de vaca, de cordeiro, de porco, de galinha e vegetariano. O atendimento é super rápido e, além dos hamburgers deliciosos (e suculentos), eles tem a melhor batata frita do planeta. O lugar é pequeno, charmoso e super bem frequentado por pessoas que trabalham na região. A parte boa é que é um dos lugares mais baratos em que fui por aqui. E dá vontade de voltar…

Köttbaren é um dos lugares mais legais e inusitados que fui em Estocolmo. Durante o dia funciona como um açougue, além de ter uma variedade de embutidos e especiariais. À noite vira um restaurante e os garçons se vestem como açougueiros (oh, yeah!). É o paraíso para quem não resiste a uma boa carne. O lugar é disputadíssimo, por isso vale tentar reservar uma mesa. Nossa espera ultrapassou 1h. Eles tem também uma boa seleção de cerveja e vinhos (tomei um Cabernet Tempranillo incrível de tão bom). Vá de boeuf bourguignon, garanto que é uma ótima pedida.

Riche é um bar/restaurante francês super tradicional em Östermalm. Foi fundado em 1896 inspirado no Café Riche, que existiu na belle epoque francesa. É frequentado por artistas e descolados. Obrigatório reservar uma mesa, caso contrário correrá o risco de perder a viagem. O lugar, além de bonito, mistura a gastronomia francesa com a sueca resultando em deliciosos pratos. A carta de vinhos é excepcional com opções dos 4 cantos do planeta, mas com valores elevados. Eu experimentei um peixe com purê e molho trufado que não sei descrever o quão incrível era, além de, como de costume na Suécia, vir acompanhado de uma cesta de pães variados e manteiga com sal marinho granulado. Ele não está entre os mais baratos, mas valeu cada coroa gasta. O jantar com prato principal acompanhado de duas taças de vinho me custou cerca de R$ 180,00, mas vá lá mesmo que seja para um drink e uma petiscada.

Para quem busca pela tradicional cozinha sueca, recomendo o Rolfs Kök, especialmente para quem adora dar pitacos na cozinha. O conceito deles é que os frequentadores ajudem na criação dos pratos, tanto que a cozinha é aberta e você pode acompanhar o preparo deles a partir do balcão do bar. Se preferir não pensar, eles tem um bom menu disponível, além de uma carta com mais de 450 vinhos diferentes. Dá uma olhada nesse post para se animar ainda mais em fazer a visita ao Rolfs.

La Neta é o melhor restaurante mexicano, super simples e original. Arirang é considerado o melhor restaurante da cidade. Para quem procura um café, vai se esbaldar em Estocolmo, pois a cidade oferece um café em qualquer canto que você esteja. E prepare-se, é mais fácil tomar um bom café por lá do que em São Paulo (juro!). Um dos café mais legais é o Café String, que fica em Söderlmalm (o bairro de onde a gente não quer sair). Ele traz um clima bem berlinense, mas geralmente está bem lotado e tem um clima bem retrô. Cola .

Resumo da ópera: o que não faltam são opções gastronômicas atraentes em Estocolmo com cozinhas de diversos cantos do mundo e tudo muito bem feito. Acho que foi uma das viagens que melhor comi na vida. Fiz um guia no meu foursquare com outras opções e, para quem quiser fazer essa turnê gastronômica, recomendo salvar a lista. Um dos meus blogs favoritos, o Emma’s Blog, tem também um bom guia para andanças na cidade.

ONDE TOMAR BONS DRINKS:

Babylon fica em Söderlman e me lembrou o nosso Spot. O lugar fica numa praça e é todo de vidro. Super bacana, gente bacana, drinks e cervejas bacanas. Dá para ficar por lá horas jogando conversa fora. Parada obrigatória, mas se prepare, porque o lugar bomba.

Nada Bar, que fica em Söder, é uma ótima opção para bons drinks e bate papo. As ruas Åsögatan e Bondegatan, na região, é cheia de bares e boas opções. Escolha um e caia pra dentro.

Mälarpaviljongen em Kungsholmen, só abre no verão, também pudera já que o local é aberto e é localizado no píer. É mix bar e restaurante, sempre contando com djs ou música ao vivo tocada com sax. Para os amigos que adoram um canto gay, o lugar é também uma ótima pedida.

Confira essa lista, que também tem outras opções bacanas, afinal bares não faltam em Estocolmo.

PARA DANÇAR:

Eu só tive uma rápida experiência no Färgfabriken, mas foi logo após uma odisséia que começou numa vernissage com muito vinho à vontade e terminou no B.A.R. Chegamos lá por volta da 1h e só entrava se saísse alguém. Essa parte é um desalento quando não estamos no verão, afinal você fica congelando na fila até chegar a sua vez. O Färgfabriken é um espaço incrível que mescla café, clube e galeria de arte. É gigante e a surpresa foi me deparar com uma festa de rock pop pop pop. Entramos e estava tocando “I believe I can fly”, seguida de Aerosmith, Bon Jovi e, claro, os suecos Roxette. Funcionou porque tínhamos excesso de álcool correndo na corrente sanguínea. Dançamos com os braços para o alto e de peito inflado. Conseguiu imaginar?

Claro que há opções legais para ouvir música boa. Só vale lembrar que hip hop é algo bem em alta por lá.

Berns é para quem quer virar a noite num lugar divertido com ar elegante. O lugar além de abrigar um clube, casa de shows, tem também hotel, café e um restaurante. Ou seja, dá para ir emendando de programa em programa e depois se jogar num táxi para dormir como se não houvesse amanhã. A agenda de shows é primorosa e em 1968 teve um show histórico da Diana Ross & The Surpremes (adoro esses lugares mais velhos que eu, com muita história pra contar).

Debaser é um dos clubes mais famosos e tem três endereços (um fica debaixo de uma ponte, achei demais): Medis,  Slussen (onde a famosa Gamla Stan e Söder se encontram) e um na Storgatan. No verão o clube conta com um terraço incrível e bons shows.

Hornstull Strand, também bar e clube (cheio de gente jovem). O clube comporta 900 pessoas e o bar, 120. Sempre tem shows bacanas, inclusive o Cut Copy já tocou por lá.Fica pertinho da água e oferece brunch aos sábados e domingos.

PARA SE INSPIRAR:

Claro que a cidade não é apenas uma boa parada para comer, mas um incrível deleite para quem ama design, afinal “design sueco“, né? E tudo é lindo e charmoso, muitas vezes bem clean, dando vontade de entrar em todas as lojas e galerias. Aliás, Estocolmo abriga muitos shoppings, mas o bom mesmo é bater perna nas ruas e galerias, que contam sempre com boas lojas. Dá para perder horas só olhando vitrine e pegando referência.

Tem também muitas galerias de artes. Tive sorte de ir a uma vernissage numa galeria que tem menos de 1 ano de vida, mas já anda agitando a cena artística local. A Anneellegallery abriu as portas para os badalados americanos B. Wurtz & Josh Tonsfeldt, duas gerações diferentes que se juntaram para criar algumas obras em conjunto para a exposição. Eu fiquei completamente apaixonada pelo trabalho de ambos e ainda tive sorte de conhecê-los. Ganhei até um livro do Wurtz, mas que tive a audácia de esquecer no B.A.R. :(

Moderna Museet vale a visita, seja pela arquitetura, pelas exposições ou pelo lugar onde fica, que é uma ilha cercada de verde, museus, instalações externas… dá para passar o dia por lá. O museu foi aberto em 1958, mas nos anos 90 foi aberta um concurso para escolher o arquiteto que assinaria o novo prédio que abrigaria o museu. O ganhador foi o espanhol Rafael Moneo, reinaugurando em 1998. Ao lado tem o Bucky Dome, que tem uma programação com música ao vivo e outros eventos durante o verão.

Bonniers Konsthall é outro espaço de arte contemporânea com uma média de 6 exposições diferentes por ano. Fica na região central e é uma construção super modernosa inaugurada em 2006, em que é possível avistar a cidade de qualquer lado da galeria.

Para quem gosta de arte contemporânea, outro espaço para se visitar é o Magasin 3. O local é um pouco afastado da cidade, próximo ao porto, mas vale a investida, pois fica no 1º andar de um armazém, que até causa a sensação de que você está no lugar errado, mas não está. Coloca aí na lista e se der tempo, cola lá.

Outra galeria que também fica afastada, num arquipélago um pouco distante da cidade é a Artipelag. É possível (e fácil) chegar lá de barco ou mesmo de ônibus, mas de barco é sempre mais legal. São 10.200m2 de área num espaço incrível com uma floresta e o mar à volta, então separa uma manhã e já aproveita para almoçar por ou mesmo tomar um bom café. O espaço é dedicado também à arte contemporânea. O nome é a mistura de arte, atividades e arquipélago, simples assim. O local foi fundado em 2010.

Uma região que vale a visita é Hudiksvallsgatan, local cercado de galerias de arte. Se o seu interesse é arte, lá é o lugar certo. Aproveita e passa na galeria Nordenhake, onde minha amiga Steffi é curadora de arte, avisa que viu meu post e ganhará a simpatia de uma pessoa incrível. Esse post pode auxiliar a visita.

Saindo um pouco de arte e entrando em história, uma visita obrigatória é ao Vasamuseet, que abriga um navio afundado em 1628. O Vasa o único navio de guerra do século XXVII existente no mundo e é inacreditável o trabalho de restauração que fizeram, especialmente porque ele ficou afundado por 333 anos. Ele foi achado em 1956 e retirado do mar em 1961, num trabalho nada fácil. É incrível ver os detalhes, as esculturas e até mesmo os esqueletos dos tripulantes que foram encontrados. Não deixe de assistir aos documentários que eles passam no museu.

Achei uma lista bacana para explorar artes em Estocolmo feito pela TimeOut, recomendo consultar o guia.

PARA COMPRAR:

Tem muita marca de roupas sueca bacanas e para todos os bolsos. Acho que nem preciso falar sobre H&M, mas a melhor da cidade é a H&M Gallerian, que fica na
Hamngatan 37. A dica é: dê check-in, pois sempre tem special promocional rolando. Na minha ida lá eu consegui 20% de desconto em compra de calças, caso comprasse 2 e isso não foi difícil.

Aliás, estando ali, já siga depois para a NK, que é uma loja de departamentos chiquérrima (tem gente que fala que ela é mais chique que a Harrod’s, em Londres), fundada em 1902. Tem uma arquitetura incrível, vários cafés, restaurante, livraria, um mercado chiquérrimo, floricultura e um bar só de champagne. A NK abriga várias marcas tops internacionais e suecas em cosméticos, roupas, design para casa e mesa de cama, mesa e banho.

Essa região é linda e vale bater muita perna, se perder nas ruas e ruelas, se enfiar nas diversas galerias e lojas das quais você nunca ouviu falar. Aí é o centrão novo (o velho é o Gamla Stam, que é um inferninho turístico, apesar de ser linda). Bem pertinho tem a Sturegallerian, que tem duas lojas incríveis: a finlandesa Marimekko, que sempre vale uma visita, e uma papelaria de cair o queixo que é toda dividida por cores com uma paleta bem extensa, a Bookbinders Design.

Aliás, abre aspas, para quem é do tipo que começa a tremer ao ver uma papelaria nesse nível de divisão de cores, não deixe de colocar na lista a Ordning & Reda Papper, que fica em Söder, ao lado da estação Salussen.

E dois lugares imperdíveis: a COS ( (a irmã chique da H&M), que eu brinco que é a Acne em versão acessível. A recomendação é ir no início da semana, pois a loja é super concorrida; e o incrível mercadão que citei acima, o Östermalms Saluhall. Por ali também tem a DesignTorget, loja ótima para comprar presentes a preços super acessíveis.

As grandes marcas suecas de roupas são Filippa K, Whyred, Acne, Tiger of Sweden, Hope, Minimarket, Fifth Avenue Shoe Repair, The Local Firm e a Monki. Aliás, boa parte dessas marcas são encontradas numa intimista galeria em Söder, a APlace. Eu perdi boas horas lá e, claro, saí com sacola a tiracolo. Outra loja multi-marcas bacana é a Nitty Gritty, que reúne várias marcas internacionais.

LUGARES PARA BATER PERNA:

Não tem como não ir na Gamla Stam, o centro velho de Estocolmo, que surgiu no século XIII (bota velho nisso). É nessa região que fica o Palácio Real construído no mesmo século em que surgiu. O palácio tem uma arquitetura barroca imponente, contando com 7 andares e nada mais, nada menos que 600 quartos. Por ali também é possível encontrar o restaurante Den Gyldene Freden, em atividade desde 1722 e com o mesmo interior da época. O cartão postal de Gamla Stam é a praça Stortorget, onde rolou o famoso banho de sangue, em que o Rei Cristiano II da Dinamarca massacrou nobres suecos, em novembro de 1520. Em volta tem muita coisa pra ver com muita história pra contar. Quem adora viagem no tempo, esse é o lugar.

Caminhe da Fridhemsplan para a St. Eriksplan, você vai se deparar com vários brechós, lojas de discos. Há vários cafés gostosos ao lado da estação St. Eriksplan. O meu favorito para uma refeição rápida é o Non Solo Bar, que tem comidinhas deliciosas, bons vinhos, cafés bem servidos e um atendimento primoroso. Está sempre cheio, mas não se intimide em compartilhar mesa com estranhos, pois isso é bem comum em Estocolmo. E tem wi-fi gratuito :)

E claro, se perca em Södermalm, o bairro mais hip de Estocolmo. É com certeza o mais charmoso e delicioso para gastar o tempo.

ONDE FICAR:

Estocolmo é uma cidade cara e hospedagem não foge à regra, mas tem boas opções de hostel, incluindo um Jumbo e um navio. Ok, o Jumbo apenas fique para matar a curiosidade e se o seu vôo é na madrugada, pois ele fica coladinho ao aeroporto. Eu fiquei nele na minha última noite e foi uma experiência divertida. Já o antigo navio Rygerfjord de 60 anos, fica na outra margem de Gamla Stam, na Söder Mälarstrand.

Para quem gosta de lugares inusitados, há também o Långholmen, que é um hotel e albergue e até 1975 era uma prisão. Os quartos são “celas” renovadas e brunch aos domingos, com possibilidade de late check-out se esse for o dia da partida. O prédio tem 250 anos de história, abriga um museu e um restaurante, além de ficar relativamente perto do centro (4km da Gamla Stam e 7km de Östermalm, o centro comercial novo).

O Renato (aka rseefo) ficou no Best Hostel, que fica no meio da Gamla Stam, e gostou bastante. Aliás, os albergues suecos são surpreendentes, especialmente cama, travesseiro, roupa de cama e banho, além de ser tudo extremamente limpo. Trust me!

Caso prefira uma opção mais bacanuda, não pense duas vezes: escolha o Scandic Grand Central, hotel design que fica num prédio que tem 130 anos e é super central. Tudo nele é primoroso e com tudo que alguém precisa ao redor.

Enjoy!! Novas dicas são bem-vindas e quem for a Estocolmo e usar algumas dicas daqui, não deixe de compartilhar comigo depois. Vou adorar saber…. e já aviso, Estocolmo é cidade pela qual a gente se apaixona, mas prefira primavera, verão ou início de outono.