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Teaser incrível pro novo clipe do Benga, um dos pioneiros do dubstep. Feito com 960 dubplates, visualizando o waveform da música num jeito muito analógico. Uma bela quebra aos visualizadores do seu iTunes com um resultado bonito.

Esse tipo de disco (dubplate) tem um significado bem forte no gênero. Geralmente são feitos em séries bem limitadas e tocados principalmente por DJs por um tempo muito curto, pois o single se desgasta rapidamente por ser gravado num disco de acetato.

Benga – I Will Never Change.

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Saiu hoje do forno a edição 52 da Revista Noize. Não conseguimos fugir do SXSW, que é o tema ainda pulsante por aqui (muita coisa pra digerir depois de 9 dias de festival). Também não foi fácil escolher as bandas, já que vimos muitas coisas boas, então tentamos ir nas nossas grandes apostas para 2012, que provavelmente vocês ainda vão ouvir falar: Daughter, Motopony, Michael Kiwanuka e The Nightwatchman, projeto folk (que não é nada novo) do Tom Morello, além do show que quase não aconteceu do Daniel Johnston.

Tem também o Ola tentando resumir em poucas palavras o SXSW, nas páginas 51 a 56. Olha lá!

Baixa aí, leia e conta pra gente o que achou (estamos na página 22). Se puder, mande sugestões pra gente do que a gente também deveria ouvir:

E  já que estamos aqui e relembrar é viver, vamos ouvir um pouco de 2 dos nossos artistas favoritos:

mission

Comecei a segunda parte sobre SF há bastante tempo (logo após ter publicado a 1ª), mas já mudei totalmente de ideia sobre o que eu ia falar. Foram 30 dias (divididos em 2 partes) “vivendo” em San Francisco, uma cidade pela qual eu me apaixonei e hoje falo com convicção que moraria lá caso tivesse uma oportunidade bacana (mas eis que tenho a Remix, minha filha mais jovem, a qual eu não posso largar).

Não tem como falar sobre San Francisco sem falar sobre a simpatia local. Se San Francisco é uma cidade que vive de serviço, ela sabe muito bem como tirar o melhor disso. Não teve um lugar sequer que eu tenha sido mal atendida, ao contrário, o atendimento sempre foi impecável independente do tamanho do lugar que estava, podendo ser um bar, um restaurante, uma balada, um museu, um shopping.

Há uma única coisa que chama a atenção na cidade, é a quantidade de homeless, mas eles nunca vão mexer com você. Isso tem a ver com o clima da cidade e o fato deles terem um salário pago pelo governo e a opção de morar na rua, que é uma escolha deles.

Em um mês eu pude ir a muitos lugares e seria difícil enumerar todos aqui, então seguem meus cantos favoritos que eu super recomendo. Porém, San Francisco sempre esconde uma boa surpresa pra todos em qualquer esquina, então não deixe se levar apenas por guias, entre em portinhas pequenas e se delicie com lugares que não estão neles. Eu me deleitei várias vezes com descobertas inusitadas.

Resolvi começar essa segunda parte com meu bairro favorito de San Francisco, Mission. O NYTimes até publicou um guia para passar 36 horas no bairro, pois coisas pra fazer lá não faltam.

Eu me diverti bastante por Mission que tinha tudo que queria ao meu redor. E na maioria dos lugares que fui, geralmente sozinha, sempre tinha gente pra jogar conversa fora comigo. Isso é bacana, você não precisa ficar amigo das pessoas, às vezes você só quer alguém pra conversar.

Inicialmente eu morei perto da 24th e depois fiquei na 17th, ambas pro lado da Folssom St. Para quem curte uma badalação (ou até uma vida calminha), Mission é o canto certo com tamanha diversidade e programação que oferece.

Mission é um bairro pouco explorado por turistas, de dominação latina (costumamos brincar que ao entrar na Mission Street, é necessário mostrar o passaporte, assim como o meu espanhol vai voltar tão bom quanto meu inglês), mas a definição do Wikipedia mostra muito bem o que é o bairro atualmente:

Following that decade in the late 1990s and into the 2010s, and especially during the dot-com boomyoung urban professionals, to twentysomethings and thirtysomethings living the hipster lifestyle moved into the area, initiating gentrification, and raising rent and housing prices, with a number of Latino middle-class families as well as artists moving to the Outer Mission area, or out of the city entirely to the suburbs of East Bay and South Bay area. Despite rising rent and housing prices, many Mexican and Central American immigrants continue to reside in the Mission, although the neighborhood’s high rents and home prices have led to the Latino population dropping by 20% over the last decade. Most recently, the Mission has a reputation of being edgy and artsy.

Hoje é o canto trendy de San Francisco com ruas cheias de lojas (das mais comuns às mais estranhas), galerias, cafés, bares, teatros, cinema e restaurantes bacanas. Opções por aqui não faltam e é onde rolam as noites mais badaladas da Bay Area. Tudo é muito estiloso, incluindo as pessoas…. se vier a SF, mesmo que seja por um final de semana, precisa bater perna na Valencia St. e fazer um picnic (mesmo que às pressas) no Dolores Park, que proporciona uma vista incrível da cidade (leva uma garrafa de vinho para acompanhar o passeio).

Outra coisa super bacana no bairro são os grafites, que estão espalhados por todos os cantos, inclusive alguns bem mexicanos que se diferenciam bastante. Pegue a câmera e vá bater perna, se enfiando em ruelas quase sem destino.

A passagem obrigatória para quem curte grafite é a Clarion Alley (o beco do Batman de SF), que é praticamente uma galeria de arte a céu aberto que fica entre a Valencia St. e Mission St., próxima a 17th Street. Leia mais sobre o projeto aqui.

Lugares pra comer:

Um dos restaurantes que entrou pra minha lista de favoritos, foi o Beretta, que é super descolado, bacana, pequeno e aconchegante, porém está sempre lotado, por isso reservar mesa é obrigatório. Ele fica em Mission, na 1199, Valencia Street, próxima à estação 24th, Mission, do Bart. Os drinks são incríveis, assim como os risotos, pizzas e entradinhas. Também é uma ótima pedida para um demorado brunch nos finais de semana. Ah, e não esqueça, estando em San Francisco, ter uma mimosa acompanhando o brunch é essencial. O único lapso que me ocorreu por lá foi pedir “2 mimosas” e vir “2 meat balls”…. hehehehehe… e claro, uma noite em que não reservei mesa e esperei por 1h30, mas os drinks são ótimos, então você curte como bar na ausência de uma mesa pra jantar.

O Mission Cheese é outro restaurante gostoso, pequenininho e charmoso, com uma boa seleção (mas pequena) de vinhos e cervejas, além de sanduíches de lamber os beiços. Fica na 736, Valencia Street. Eu sempre dava uma parada por lá no final do dia para tomar um vinho e beliscar alguma coisa. Tem mesinhas na área externa que valem super a pena (mas são disputadíssimas) em dias de tempo bom.

Para quem curte crepes, eu recomendo The Crepe House, que tem uma seleção divida de crepes super bem servidos e ainda com acompanhamento, além de ter wi-fi gratuito, bons vinhos, cerveja e comidinhas diversas com preços acessíveis. Ele tem uma área externa ótima para dias ensolarados e famintos. Eu geralmente ia pra lá no final do dia pra trabalhar e só saía quando estava prestes a fechar, porque além do ótimo wi-fi disponível, tem também tomadas.

Um restaurante que descobri por acaso foi o Loló (desconsiderem o nome), que explora a cozinha mexicana mas saindo um pouco do tradicional e sempre utilizando ingredientes frescos. Comi por lá um dos melhores ceviches da minha vida acompanhado de um ótimo vinho. O atendimento é impecável, tem também bons vinhos e drinks. Fica na 3230 22nd Street. Uma deliciosa pedida pra jantar numa noite mais quente em grupo pequeno ou a dois.

O El Toro Taqueria é baratíssimo e super simples, mas os tacos e quesadillas são deliciosos. É lugar pra um comer rápido quando a programação não é O jantar. Outra taqueria imperdível (e bem barato) na região é a La Taqueria, que fica na 2889 Mission Street. Os dois são lugares pra sentar, comer e ir embora, nada mais justo quando a noite nos oferece programas mais extensos (shows, por exemplo, que sempre tem em SF).

Para almoço o meu lugar favorito é a Wise Sons Jewish Delicatessen, que fica na 3150, 24th Street, pertinho da estação 24th Mission, do Bart. Só fique atento aos horários e prepare-se para a fila, mas vale cada minutinho. Para quem adora pastrami, esse é o lugar. Vale também uma escapada lá para um brunch (aproveita e depois toma um café no Philz Coffee). Se estiver sozinho, sente na mesa coletiva porque a chance de alguém puxar papo com você é alta.

Quem curte um programa diferente não pode deixar de fora o Foreign Cinema, que reúne gastronomia & cinema. Eu marquei touca e não fui, mas lamento profundamente. Tentamos reservar em cima da hora, mas como o grupo era grande, dançamos. Ainda assim, todos os amigos que foram elogiaram a cozinha e, olhando no site, os filmes são sempre bem selecionados.

Lugares pra comprar:

Para quem curte música, vale fazer uma visita a Aquarius Records, a loja independente de discos mais antiga de SF, fundada em 1970. A loja traz uma seleção impecável de álbuns de artistas dos mais diversos estilos, todos acompanhados com resenhas. A loja fica na 1055 Valencia St. Os funcionários tem um conhecimento profundo sobre tudo que vendem ali, então é um ótimo lugar pra descobrir novas sonoridades escolhidas com muito bom gosto.

Afterlife Boutique é um brechó fofo com roupas bem selecionadas e em ótimo estado, também com acessórios incríveis feitos por designers locais. Fica na 988 Valencia St.

Eu super recomendo a Therapy que é dividida em duas lojas, uma de roupas & acessórios e a outra com móveis e design pra casa (a lágrima cai porque não dá para trazer os sofás incríveis que eles tem). A loja tem um aspecto de brechó, mas as peças são novas na maioria e com preços bem acessíveis. Tem uma área de segunda mão com bolsas, acessórios e sapatos. E ainda tem um monte de poster de show de banda. Dá vontade de levar tudo. Veja o site e já vai ter uma noção do que te espera por lá.

Uma das minhas livrarias favoritas é a Dog Eared Books, super pequena e charmosa com uma ótima seleção de livros, vende novos e usados e tem uma agenda legal de eventos. Tem também a seleção feita pela equipe da livraria, que vale sempre dar uma espiada.

Para quem curte fotografia, em especial analógia (e lomos), tem que passar na Photobooth, também na Valencia St. A loja tem câmeras e acessórios para vende, mas a grande função dela é como galeria e ponto de encontro de amantes de fotografia, inclusive promove workshops e passeios fotográficos gratuitos (só não pode levar a câmera digital).

Deixe de lado seu lado puritano, caso o tenha, e passe na Good Vibrations. O que mais me comove fora do Brasil é que sex shop não tem aquela cara de lugar proibido, ao contrário, é sempre uma loja bem sinalizada, iluminada e bem frequentada. O atendimento é ótimo, especialmente se você precisar de dicas do que comprar. Os preços são bem acessíveis e ah, um ótimo lugar para comprar presentinhos tanto para as meninas quanto para os meninos.

Já para as crianças (pequenas e grandes como nós), a Paxton Gate é a melhor parada. São duas lojas, a Paxton Gate’s Curiosities for Kids, focada em brinquedos bem criativos e curiosos para crianças, e a Paxton Gate focada em taxidermia. As duas são bem curiosas e ficam bem próximas.

Para quem curte bicicletas (quem não curte?), a Mission Bicycle tem bicicletas lindas de morrer, acessórios e roupas, além de poder montar/customizar a bike do seu jeito. Vale a visita nem que for só pra sonhar, mas a dica é que dá para trazer bike pro Brasil, porém é necessário consultar a cia. aérea pra ver as condições. A maioria não cobra, pois dá para trazer como a 2ª bagagem, mas lembrando que acima de US$500 é cobrado imposto na entrada no país.

Quem for esticar a noite e quiser termina-la num bar, as dicas são Elbo Room, que tem shows ao vivo ou DJ, além de uma boa seleção de cervejas e servidas bem geladas. O Shotwell’srola com um jukebox com uma mesa de bilhar. Se preferir mais diversão, vá para o Martuni’s (que já tá no SOMA, mas é relativamente perto de Mission, inclusive dá pra ir a pé). O Martuni’s é um piano bar karaokê com direito a um público a la American Idol, que vão lá para soltar a voz e ser aplaudido, muitas vezes em pé. E não se acanhe, porque qualquer um pode cantar.  O atendimento é fantástico e os drinks são incríveis.

Martuni's

Além das dicas acima, é como eu falei no início do post, Mission oferece uma variedade incrível de lojas, bares, artes, restaurantes e cafés. Vale explorar, se perder entre as ruas, tanto indo para o lado da Mission St. quando para a Guerrero St., pois o que não faltam são preciosidades nas ruas que vão cortando Mission. Dêem uma conferida nesse blog só sobre Mission, que é bem bacana. E conheça o projeto The Mission Map Project.

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Com o ambição de documentar um dia na vida do nosso planeta, A Day convida você pra documentar o seu dia em 15 de maio. Achei bem interessante, principalmente se conseguirem movimentar pessoas suficientes (e as pessoas certas), terão um material bem bacana pra usar para vários outros projetos. Já estão planejando realizar várias coisas, por exemplo sua foto pode ir para o livro, que será publicado em novembro, ou fazer parte em um exposição online. De qualquer forma, todos as fotos serão salvas pra pesquisa e inspiração no futuro.

O projeto conta com apoio de vários nomes fortes, incluindo pessoas que já ganharam o Prêmio Nobel, astronautas, artistas como Robyn e ex-presidentes. Estou torcendo para que dê certo e que consigam envolver muita gente. Então, coloca na sua agenda pra participar no dia 15 de maio para ajudar no sucesso do projeto.

*Dica dada pelo meu amigo Stefan Moritz.

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Eu lamento o fato de não ter me sentido em clima de festival no primeiro dia do Lollapalooza Brasil. O festival veio tão grandioso quanto é lá fora, com suas pequenas falhas, mas ainda assim com poucos motivos para reclamação. O local escolhido não poderia ter sido melhor: o Jockey Club, além de ser de fácil acesso, nos presenteia com uma vista privilegiada de São Paulo.

Apesar das imensas filas para comprar bebidas (eu fiquei meia-hora), não faltaram caixas e bares, o “problema” mesmo foi ter um público de 75.000 pessoas que não é para qualquer um. Senti falta de caixas de som na parte traseira dos palcos principais. Para quem assistiu Joan Jett e Foo Fighters dos fundos, perdeu um bocado da qualidade dos dois shows. Provavelmente isso foi o que mais me incomodou. Mesmo com 75.000 pessoas eu não peguei fila para ir ao banheiro, entrei sem problemas, saí sem problemas.

Eu vi shows da Peaches (mas que me fez fugir na primeira ouvida de tão bagaceiro que estava); Joan Jett, linda nos seus 53 anos (gente!!!) num show que resgatou momentos bem rock’n roll da minha vida; Bassnectar, que empolgou bastante o público com seu live recheado de base de hits mas que não fez muito minha cabeça; abri mão do TV on the Radio, pois vi esse show 2 vezes (mesmo valendo uma terceira assistida) e queria ver outros artistas que eu nunca tinha visto (festival é isso, abrir mão muitas vezes) e, finalmente, o show generoso de 2h35 do Foo Fighters com direito a covers do Pink Floyd e Led Zepellin, além da Joan Jett no bis com “Bad Reputation” e “I Love Rock’n Roll” ; Dave Ghrol com sua habitual simpatia que mostra o porquê dele ser hoje um dos grandes nomes do rock’n roll atual. O Lollapalooza não poderia ter acertado mais no seu grande headliner. Dei uma escapada para espiar o show do Eclectic Method, que conseguiu reunir 1% da galera, pois 99% estava no FF.

Ainda assim, eu não entrei no clima… talvez o cansaço, a preguiça com tanta gente (estou velha!!!) e as saudades de amigos que sempre me acompanham em empreitadas rock’n roll.

Hoje acordei mais animada para me jogar no Lollapalooza durante o dia (ao contrário de ontem que cheguei às 18h no Jockey). A minha grande expectativa é ver o show do Pretty Lights e Friendly Fires (que eu nunca vi ao vivo!). Pretty Lights eu conheci há pouco tempo no documentário Re:Generation. Fiquei surpresa ao vê-lo no line-up do festival e estou aqui ouvindo suas produções viajandonas, pois acho que (para mim) vai ser um dos pontos altos desse domingo de páscoa. E claro, antes de tudo, vou lá prestigiar os amigos do Killer on the Dancefloor, que toca às 15h.

Aproveita e ouve Pretty Lights:

E confira esse vídeo:

Let’s party!

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Para acabar a semana e começar o feriado com uma bela trilha sonora, vamos de Tristesse Contemporaine. Esse trio formado em Paris é formado por uma tecladista nascida em Tóquio, um baterista sueco e um vocalista inglês de família jamaicana. O resultado é um minimal melodioso e dançante, delicioso para ficar relaxar, seja só ouvindo, seja dançando.

A banda acaba de lançar seu primeiro álbum, em vinil, e ainda fez a trilha do último desfile outono-inverno da grife Chanel. Karl Lagerfeld pode estar meio sem conceito, mas com certeza está com bom ouvido. Enjoy!