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Nunca fui o maior entusiasta da França, ou de Paris, do mundo (até minha última viagem). Mesmo assim mergulhei em um curso de francês.  Não tem como negar que falar a ‘língua do biquinho’ é lindo. E também não podemos fechar os olhos para um dos berços da cultura e da política ocidental. Devemos aos franceses crédito pelos maiores movimentos artísticos modernos, pela democracia, o cinema, a moda, o champagne, o brie e o camembert, e por aí vai. A lista é longa. Mas descobri que falar francês não é moleza. Eles engolem metade das letras das palavras, o que faz com que um som possa significar 4 ou 5 coisas diferentes. E algumas palavras tem significados dúbio. Ami, por exemplo, pode ser amigo e pode ser namorado. Você vai ter que procurar outros sinais para entender se a pessoa que teu amigo te apresentou está mesmo disponível antes de flertar. Se bem que em francês você meio que está flertando o tempo inteiro. Perigoso. Entendi então porque a cultura francesa é tão marcante. Eles vivem prestando atenção em sutilezas, em ambiguidades. E disso cheguei a outra constatação: não basta falar a língua. Você tem que aprender os costumes deles para falar. Um simples ‘ahn?‘ no final de uma frase pode tomar o significado de toda uma retórica filosófica.

Existem alguns videos que podem ajudar bastante (ou não) a entender os franceses. Cédric Villain, por exemplo, nasceu na França, mas nunca se sentiu um ‘verdadeiro francês’. Ele não usa boina, não come sapo, não gosta de vinho e não tem vista para a Torre Eiffel. Então ele pegou vários recortes de cenas da TV e do cinema, onde seu país é apresentado aos olhos dos estrangeiros, e montou esse divertidíssimo curta chamado Cliché! Ele participou, inlcusive, do Festival Anima Mundi em 2011. Embaixo está a versão original, mas para ver em inglês, só clicar aqui. E no site vale a pena dar uma fuçada, tem muita informação bacana sobre a criação e execução do vídeo.

Outro que causa bastante graça, é esse tutorial que explica como faire la bise, ou cumprimentar com beijinhos no rosto, por lá. A discussão é igual à que temos aqui no Brasil, que causa constrangimentos entre paulistas, cariocas e gaúchos, com seus respectivos 1, 2 e 3 beijos. Lá a bagunça é tanta que em alguns lugares chegam a dar 4! Imagina você chegar numa festa onde estão 25 amigos. Você vai ter que dar pelo menos 100 beijos antes de pegar seu primeiro drink. No final do vídeo, a conclusão é que certo estão mesmos os alemães. Eles chegam, dão um oi geral, e correm para a mesa de comida. Mas desculpem, esse só tem em francês.

One Response to “Joie de vivre la France!”

  1. Sissi Morel

    tem uma particularidade sobre os beijinhos franceses que vc não vai aprender numa sala de aula nem nesses videos bonitinhos que vc garimpa por ai: o francês beija ao contrário!
    :-**

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