No mês passado fomos brindados com o novo álbum do Foals, o Holy Fire, que você pode conferir uma boa crítica aqui. Hoje eles lançaram o clipe da música “Late Night”, que sai como single no dia 22 de abril. O clipe foi produzido na Romênia pelo Nabil Elderkin, que já assinou clipes de Frank Ocean, Kanye West, Bon Iver, John Legend, entre outros.

O clipe é bem pesadão e super bem produzido, que como bem intitulou a Rolling Stone, o vídeo captura o ciclo da vida de uma forma bem sinistra, alternando cenas de sexo e nascimento. Confira:

Suede marcou bons anos da minha vida. Mal acreditei quando vi que eles estavam no line-up do último Planeta Terra. O show foi bom, mas um pouco frio, provavelmente porque eu estava com as expectativas nas alturas. Ainda assim, fiquei feliz em vê-los ao vivo e realizar um sonho antigo.

Confesso que não tenho acompanhado a carreira da banda, por isso hoje me surpreendi ao ver que acabam de tirar um novo álbum do forno e totalmente em forma. Dá para ouvir na íntegra em streaming no soundcloud (mas não sei porque raios não liberaram para embedar). O lançamento oficial rola em 18 de março, com vendas em CD e vinil.

Corre e ouça, quem sabe não entra num clima nostálgico (e bom) como o que acabei de entrar por aqui?

 

Começar o sabadão com um mix de 2 horas produzido para a BBC Radio 1, pela dupla Thom Yorke e Nigel Godrich não é nada mal.

Para ouvir, corre aqui. O mix conta com músicas do Thom Yorke, Diplo, Aphex Twin, Doom, Phon-o e DJ Slugo.

Para os mais perdidos no tempo, em 2009 foi criada a banda Atoms For Peace com Flea (Red Hot Chili Peppers), Thom Yorke, Joey Waronker (R.E.M.), Nigel Godrich (produtor do Radiohead) e do percussionista brasileiro Mauro Refosco. Tiraram recentemente do forno o álbum Amok, que dá para ouvir aqui.

Quem estiver na Europa no mês de julho, poderá assisti-los ao vivo:

07-06 Paris, França – Zenith
07-09 Antuérpia, Bélgica – Lotto Arena
07-10 Munique, Alemanha – Zenith
07-12 Trenčín, Eslováquia – Pohoda Festival
07-13 Novi Sad, Sérvia – Exit Festival
07-16 Roma, Itália – Rock in Roma @ Ippodromo delle Capannelle
07-17 Milão, Itália – City Sound Festival @ Ippodromo del Galoppo
07-21 Ferropolis, Alemanha – Melt Festival
07-24 Londres, Inglaterra – Roundhouse
07-25 Londres, Inglaterra – Roundhouse
07-26 Londres, Inglaterra – Roundhouse

 

via pitchfork

skylineSP

Quando eu nasci, meus pais acabavam de mudar para um apartamento de classe média em Cerqueira César, São Paulo, já que eu era o terceiro moleque, e três em um quarto só seria apertado. Lá vivi meus primeiros 20 anos de vida, e quis a vida que eu fosse estudar do outro lado da cidade, no Morumbi. Quando finalmente me mudei para o Morumbi, estava estudando justamente do outro lado da cidade, novamente, em Higienópolis. Ironias que a vida nos prega.

O fato é que, quando pequeno, muitos dos meus amiguinhos estudavam perto da escola, e portanto moravam no elegante e residencial Morumbi. Eu, em compensação, era um dos desafortunados que moravam para lá do rio, na cidade, onde tinha ônibus e metrô e barulho e bagunça. Eu pegava a perua e demorara quase uma hora em cada trajeto de ida e volta, enquanto os ‘bacanas’ tinham tempo de fazer aula de judô, inglês, balé, ou qualquer outra coisa que as outras crianças fizessem. Eu tinha vergonha de dizer que morava em Cerqueira César, porque quase nenhum amigo meu sabia onde ficava.

Corte seco para 25 anos depois, e estou eu aqui a procura do meu primeiro apartamento, e um dos lugares que mais foco minha busca é, vejam só, Cerqueira César. Agora quero desesperadamente voltar para o bairro da minha infância, mas vejo que o bairro já não me pertence, pois já não é o mesmo. Tanto que até mudou de nome. Agora chama Jardins, e é um dos quadriláteros mais bacanas da cidade, e todos sabem onde fica. Cerqueira César agora mudou para o outro lado da Paulista, onde antes ficava o bairro da Consolação. Nesse samba da vizinhança, uma parte de Pinheiros virou Jardim América, Bela Vista virou Jardim Paulista e Santa Cecília virou Higienópolis. Eu fico cada dia mais confuso.

Meu prédio antigo continua lá, com a mesma cara e o mesmo boteco na esquina, e a mesma lojinha de bugigangas importadas do lado, que a gente ia só para olhar (e comprar só no aniversário). Mas alguma coisa faz com que os paulistanos estejam sempre tentando conquistar um status de fachada, ao invés de realmente valorizar o que tem. Li outro dia que as construtoras estão realmente ‘criando’ bairros para valorizar seus empreendimentos. A Barra Funda, que finalmente se urbanizou, teve que adotar nova personalidade: Nova Pacaembu. A parte mais chique do Itaim virou Itaim Nobre, como se só Itaim não fosse nobre suficiente. E assim surgem Nova Berrini (Chácara Santo Antônio), Parque Anália Franco (um pedaço do Jardim Anália Franco) e Parque Aclimação, um miolo da própria.

Nunca ouvi falar em Manhattan Park, Jardin du Marais ou Nueva Recoleta. Devem até existir truques como esse fora de São Paulo, mas nunca vi eles pegarem. No Rio, por exemplo, Copa é Copa, passou um pouco já é Leme, e ninguém discute. Por isso aqui estou eu em uma pequena crise de identidade, pois o bairro que me fez crescer já não é o mesmo e me esnoba. Mas de uma coisa eu tenho certeza: para o Morumbi não volto nunca mais. Já atravessei a cidade demais. Hoje, adulto, quero mais é ficar pertinho do ônibus, do metrô, do barulho e da bagunça. Quero ficar pertinho do meu escritório e poder ir e voltar com alguma freqüencia a pé. Isso sim, para mim, é status.

 

E hoje anunciaram a conta-gotas e de um jeito inusitado, os primeiros nomes confirmados do line-up da edição do próximo ano do Sónar SP. O lançamento oficial foi feito através da fanpage do festival, com uma atração anunciada a cada 3 minutos, sem coletiva de imprensa dessa vez. Foram 10 nomes anunciados e, bem, alguns que eu morri um cadinho (especialmente com o Explosions in the Sky):

Agora é cruzar os dedos e aguardar o que vem por aí.