O Bezzi fez um mixtape delícia, para a Remix, com ar de final de outono, começo de inverno. Tem várias coisas legais, como Chromeo, Daft Pobre, Chromatics… ouve aí. A criação da capa ficou nas mãos do Ola:
Fiquei absolutamente encantado e profundamente abismado ao assistir esse vídeo. Feito inteiramente em stop-motion com elementos em papercraft, Østersøen foi dirigido por Vincent Pianina e Lorenzo Papace que fazem parte de uma banda francesa chamada Ödland. Papace além de dirigir, também escreveu e gravou a canção (Østersøen), que faz parte do novo album da banda, Sankta Lucia.
O mais impressionante sobre o vídeo, além da magia que envolve o roteiro, são as transições entre as cenas, a mudança de escala dos objetos e como a câmera revela dimensões incorporadas em áreas tão pequenas.
Eu também recomendo ouvir o disco, que é fofo demais. Bom, já dá pra perceber isso, não?! 


Posso apostar que você vai assistir Østersøen mais de uma vez! E se quiser saber mais ou ver mais fotos sobre o making-of do vídeo, é só dar um pulo no site Le Petit Écho Malade.
Aliás, alguém poderia investir uma graninha no Papace para ele fazer um curta, por favor! Eu pagaria bem para vê-lo, sem dúvida.
Exposições de arte que tomam o corpo humano como matéria tem pipocado pelo mundo, e levado multidões aos museus. Umas mostram seus interiores, outras trazem figuras gigantescas e muito reais para que vejamos os detalhes. O apelo está sempre na investigação do corpo em si, da matéria.
O artista coreano Choi Xoo Ang usa sua técnica apuradíssima em esculturas incrivelmente realistas, mas o seu trabalho tem um enfoque diferente. Aqui os corpos nus, e suas partes, discutem não a massa de que somos feitos, mas o que trazemos em nossa alma, e como essa alma interage em sociedade. A idéia aqui é discutir abuso, opressão, tortura, solidão e dor, e como tudo isso se traduz em nossas expressões, nossos sentimentos, nosso convívio. É agoniante, mas ao mesmo tempo fascinante. Já estou cruzando os dedos aqui para ver se uma exposição dele não faz uma paradinha por aqui.
Infelizmente não encontrei o site do artista. Para ver outras imagens, ou para ler algo a respeito do seu trabalho, dá uma olha aqui e aqui. Se alguém entender alguma coisa de coreano, pode fazer a gentileza de traduzir o primeiro texto.
O trabalho Type City do coreano Hong Seon Jang, que construiu uma cidade usando velhos pedaços de tipografia de letterpress lembra um pouco a cidade construída com grampos (de grampeador) do Peter Root, a Ephemicropolis. Não está muito clara em qual cidade o Hong se baseou para criar a sua escultura, mas se você, como eu, curte muito coisas antigas da indústria gráfica não tem como não achar essa obra maravilhosa.
Eu acho que o bom design não tem só uma boa solução estética. Uma peça com bom desenho integra todas as funcionalidades eliminando todo o supérfluo. E quando ele está acima da média, ele ainda une uma grande idéia.
O designer coreano Jeong Yong desenvolveu uma peça que ilustra perfeitamente como chegar a um design incrível. O DORA CD-player tem o formato de um globo, e como tal ele gira em um ângulo de 23,4 graus. De um lado você coloca o CD. Do outro fica a caixa de som. Um círculo, um triângulo, um retângulo. Mais nada, nenhum fru-fru. Ele acertou ainda na escolha do laranja terroso chapado e fosco, e no pequeno e adorável controle remoto.
Tudo perfeito, com excessão de uma coisa: ele chegou 10 anos atrasado. Se ele existisse na era pré-Ipod, seria um sucesso de vendas.
Para promover o Star Wars Weekends 2012, a Disney postou no seu blog esse vídeo “behind-the-scenes”, onde o seu Idea Generator, Matt Buchanan tem uma sessão de brainstorming com ninguém menos que o mestre do lado negro da força, mr. Vader. Darth Vader se mostra muito criativo e algumas de suas idéias devem mesmo se tornar realidade durante o Star Wars Weekends, que acontecem todas as sextas sábados e domingos de 18 de maio a 12 de junho.
Além disso, um segundo vídeo mostra Yoda, Chewbacca e Darth Vader sendo oficialmente convidados pelo coordenador do evento, Paul Stewart.
Os videos foram produzidos pela Yellow Shoes Creative Group, logicamente em parceria com a Lucasfilm. Se você sabe bem (ou não) a essência de um brainstorming ou é fã de Star Wars, vai entender melhor as piadas. E reparando bem, tem um Ewok no fundo da sala!
Eu sempre fui meio ligado em moda. Não sou de acompanhar avidamente as temporadas e desfiles, de correr para as lojas quando chegam as novidades, nada desse frisson. Eu gosto da moda que acontece naturalmente, que é aceita com o tempo, e da qual cada um pega um pedacinho para montar seu próprio estilo. Ando na rua observando os detalhes que as pessoas criam sozinhos, sem alardear. E uma coisa que me inspira hoje na moda é exatamente isso: o teu estilo está na barra virada da calça, na meia colorida que aparece só quando você senta, no broche da avó que foi parar no colar, naquela camiseta velha que saiu de moda, mas que hoje você decidiu que sim, ela é bacana.
Hoje eu acho que sigo as minhas próprias regras, e costumo receber mais elogios que olhares tortos (eles sempre existem). Mas isso é assim não faz muito tempo. No auge da minha adolescência, o que era legal era o contrário. Eu queria ser igual a todo mundo, usar tudo que estavam usando. Assim eu não seria julgado, e teria mais chances de ser aceito. Quanta inocência! E quanto mau gosto! Os anos 90 foram uma época marcada pela valorização da marca, da grife, e apesar de os erros parecerem menos chocantes que os dos anos 80, com certeza foi uma época com bem menos criatividade. Eu passei anos louvando marcas como Levis, Gap, Banana Republic, New Balance, Ralph Lauren, etc. Vivia com o mesmo uniforme que todos meus amigos. 501, tênis, camiseta XXL (hoje eu uso P!), moletom na cintura. Cheguei a circular em público de samba-canção, que eu achava que fazia muito bem o papel de shorts. Usei tênis com bomba de ar, carteira com corrente, cabelo repartido no meio (ah, se vocês soubessem como era meu cabelo…), até papete.
A revista Complex fez uma seleção de 90 modas dos anos 90. A lista é de arrepiar até os pelos das camisas de flanela, mas é no mínimo engraçado. A lista trata do que aconteceu nos Estados Unidos, mas eu contei pelo menos umas 30 modas que rolaram com força por aqui. Eu devo ter participado de umas 20. Daí eu me pergunto, que será que vou pensar daqui a 10 anos do que eu uso hoje, e que me faz me sentir tão bem vestido? Dá até medo de pensar.
Conta aí depois o que você já usou dessa lista.
Não me empolguei à toa e não me decepcionei com a chegada do Sónar em São Paulo. A expectativa era alta, especialmente para saber se um festival com tão poucos nomes pop no line-up traria público suficiente para garantir que o festival tenha uma vida longa por aqui.
Quando decidimos terminar a CREW, eu sentia que estávamos atravessando uma crise musical com o que fugisse da música pop, mas o Sónar mostrou o contrário. Nesses dois dias de festival, que reuniu cerca um público bem eclético (e bonito) de cerca de 30.000 pessoas, mostrou que tem gente querendo ouvir coisas diferentes, seja experimental ou não. O Sónar se mostrou, como lá fora, um line-up impecável com estilos diferentes e dando espaço a grandes artistas nacionais. Ao me sentar no Sonar Hall para assistir a dupla Ryuichi Sakamoto & Ava Noto, que fez o show mais minimalista do festival, eu me comovi. Não é fácil sair do agito de uma pista que está tremendo para se entregar à uma experiência sonora quase etérea. O local lotou, as pessoas prestaram atenção, ninguém falou… os poucos que ousaram fazer barulho foram repreendidos pelo demais. O público assistia ao show completamente hipnotizado.
A minha reclamação sobre o festival é a mesma de todo mundo: falta de sinalização dos palcos, grandes atrasos no line-up que nos deixaram perdidos e fizeram pessoas perderem shows que queriam muito ver. Eu senti falta de um serviço mais eficaz do festival prestado em tempo real avisando sobre os problemas com horários. Um exemplo é que o show do Rustie, no Sonar Village, só começou após o término do Ryuichi Sakamoto a pedido do próprio, essa informação poderia ter sido compartilhada no @sonarsp, que teria sido de grande ajuda.
É muito bom você estar num festival em que os banheiros não são na maioria químicos, mas no segundo dia, com aumento do público, as pessoas se acotovelaram onde desse. Resultado: os banheiros químicos localizados próximos a área de alimentação, estavam todos transbordando impossibilitando o uso (e mesmo assim as pessoas continuavam usando porque as opções próximas eram escassas).
Os preços das bebidas e comida foram salgados, poderiam ter sido melhores. Cerveja a R$ 7, água a R$ 5 e um pedaço de pizza por R$ 10? A parte boa é que para comprar fichas ou mesmo pegar bebida ou comida raramente se pegava fila.
Os shows que mais me animaram foram Kraftwerk, pois é sempre ótimo vê-los ao vivo e as projeções 3D tiveram picos, pena que o som não estava tão alto nos fundos; Chromeo, que fez um dos shows mais dançantes do festival; Justice que fez um show superior aos que vi anteriormente, mais enérgico, mais elétrico, mas fugi na metade para ver James Blake, que fez um dos shows mais lindos do festival; Tiger & Woods incrível e uma ótima surpresa; James Holden fez um dos sets mais deliciosos nos segurando do início ao fim do set; Flying Lotus, que só vi um pedacinho porque me perdi com os atrasos do festival; Four Tet que também só vi um pedaço e a pergunta é “alguém traz de novo?”; me diverti bastante com o Zegon & Sonidos Unidos Sound System, mas que acabei trocando para ver Little Dragon, que eu gosto bastante, acho a japa demais e, além de tudo, eles são suecos, porém achei o som um pouco baixo. Mogwai eu só vi um trechinho, então não conta. :(
É possível assistir alguns trechos de shows no canal do Sónar no youtube:
O resumo do Sónar é que teve tudo para todos e o saldo final é bem positivo. Vida longa e que o festival se estabeleça em São Paulo, afinal festival é sempre bem-vindo, especialmente um no porte como esse. Que venha 2013!
Um agradecimento especial à Samsung que me levou ao Sónar no sábado.
Essa música delícia do Chromatics fez meu dia que mal começou, além de combinar perfeitamente com essa segunda-feira em que a vontade é de não sair debaixo dos cobertores. At your door faz parte do álbum Kill for Love, lançado em março desse ano, que só caiu hoje nos meus ouvidos hoje graças ao Bruno Belluomini.
Ouve At your Door no repeat e depois ouça o álbum na íntegra:
Tracklist:
Into the Black – 5.23
Kill for Love – 3.58
Back from the Grave – 3.43
The Page – 3.36
Lady – 5.08
These Streets Will Never Look the Same – 8.37
Broken Mirrors – 7.03
Candy – 2.30
The Eleventh Hour – 3.28
Running from the Sun – 7.07
Dust to Dust – 2.41
Birds of Paradise – 4.26
A Matter of Time – 5.06
At Your Door – 3.53
There’s a Light Out on the Horizon – 4.44
The River – 6.10
No Escape – 14.01
O post está um pouco atrasado, pois hoje o meu dia foi dedicado a minha amada mãe, a quem eu só tenho a agradecer por ter me tornado quem me tornei. Tudo que eu sinto por ela, eu já expressei aqui nesse post que fiz no ano passado.
Hoje sou cercada de mamães incríveis e sintam-se todas abraçadas. Fica aí um vídeo super fofo, produzido em NY com um monte de gente agradecendo as mães, afinal nada como sentir gratidão por quem nos colocou no mundo:

Comentários